segunda-feira, 20 de julho de 2009

Eco, do latim ao Google

O Umberto Eco é um chato legal ou um legal chato, dependendo do gosto do leitor. Quando li "O nome da rosa", há uns sete ou oito anos, lembro que perdi a paciência e pedi emprestado um dicionário de latim para a professora Vanda, então minha chefe na lendária Over the Rainbow, escola de inglês de Canoas onde eu dava aula e que, ao contrário do que indica seu nome, não era voltada ao público homossexual.

Eco parte da premissa de que o leitor é, desculpem o termo, tão punheteiro quanto ele. Se não estou enganado, "O nome da rosa" termina com uma frase relativamente gorda em latim. Tradução? Que nada. Te vira, mané...

Leio "A misteriosa chama da rainha Loana", também dele. Em vez do dicionário de latim, uso o Google para não ficar boiando. No caso, nem é o pedantismo do escritor que força uma ou outra pesquisa. É que o livro é uma autobiografia disfarçada (e muito interessante) dele. O Eco curte esses esquemas de semiologia e passeia por símbolos e referências do tipo durante toda a obra. Só que são coisas da infância dele - logo, já enterradas no passado.

Bom livro.

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