<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552</id><updated>2011-07-28T06:32:26.122-07:00</updated><title type='text'>Blablablás e nhenhenhéns</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>63</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-7904312759131712833</id><published>2010-07-13T08:33:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T09:05:54.510-07:00</updated><title type='text'>As crianças de Tembisa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-qh_y2XHGgM/TDyN1NIcKZI/AAAAAAAAAD0/kVK8JSUiMvw/s1600/copa+063.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-qh_y2XHGgM/TDyN1NIcKZI/AAAAAAAAAD0/kVK8JSUiMvw/s400/copa+063.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493421590682806674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Daqui a uns 35 ou 40 anos, talvez eu não lembre direito do gol do Iniesta na primeira final de Copa do Mundo que vi na minha vida. Talvez, com tanto tempo, eu não tenha uma lembrança sequer daquele Brasil x Portugal no Moses Mabhida. Corro o risco de esquecer como é Joanesburgo, Pretória, Potchefstroom, minha querida Durban. Sei lá se guardarei em algum canto da memória os lançamentos de Sneijder, o toque de Xavi, os golaços de Villa. Talvez tire da caixa-preta do meu paladar cada pedacinho de pimenta da comida sul-africana. Mas eu nunca vou deixar escapulir da minha retina aquela imagem das crianças de Tembisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um negócio meio paradoxal: o futebol, em uma Copa do Mundo, escancara toda a força absurda que ele tem, mas, ao mesmo tempo, acaba sendo secundário. Futebol é um jogo - lindo, uma manifestação artística, mas um jogo. Em uma Copa, o bacana é ver como ele impulsiona tantas outras coisas. A alegria desse povo vale muito mais do que um gol de seja lá quem for. O orgulho desse povo não se mede em quatro linhas. Não tem árbitro que dê apito final para os benefícios que a África do Sul vai tirar da Copa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças de Tembisa, uma favela de Joanesburgo, são exemplares. Quando elas descobriram que éramos brasileiros, começaram a pular, a correr; queriam nos tocar, queriam conversar, queriam tirar fotos conosco; queriam se ver nas fotos; na prática, queriam ser vistas, queriam deixar de ser esquecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu meio que me escondi pra não chorar ali mesmo, na frente de um monte de repórter, a poucos minutos de um treino da hilária Coreia do Norte. Pensei: 'Caralho, isso aqui é uma Copa do Mundo'. E um mês e meio depois, tendo vendo uma penca de jogão, arrumo minha mala com a mesma convicção. As crianças de Tembisa são a Copa do Mundo. A gurizada de Soweto, fazendo uma passeata com bandeiras de todos os países, é a Copa do Mundo. Todos os sul-africanos que me disseram "welcome to our beautiful country" são a Copa do Mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma frase comum: "Sejam bem-vindos ao nosso belo país". Mas ela carrega as duas impressões que eu mais tirei daqui: a hospitalidade e o orgulho nacional. Os sul-africanos ficaram eufóricos porque puderam, talvez pela primeira vez, mostrar ao mundo que têm um país absolutamente fantástico. O raciocínio do apartheid, que ainda deixa manchas por aqui, ficou mais nanico depois dessa Copa. E a África do Sul se agigantou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que o futebol é uma forma de arte. Mesmo. Tipo teatro, literatura, cinema. Se circo é arte, futebol também é. Se balé é arte, futebol também é. Cada jogo é um pequeno folhetim: começo, meio e fim, herói e vilão, morte e renascimento, reviravolta em cima de reviravolta. E, como forma de arte, ele tem poder para mudar o mundo. Os sul-africanos certamente são pessoas melhores a partir de 2010: ainda imersos em todos os problemas de um país de terceiro mundo, mas orgulhosos, felizes, cientes de que foram fantásticos ao receber uma Copa com carinho, com sorriso, com cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem nada mais piegas do que isso, mas eu cresci aqui. Eu volto melhor. E não é porque vou colocar no currículo que cobri um Mundial. Não é porque vi Robben, Kaká ou Cristiano Ronaldo. É por causa das crianças de Tembisa. A Copa do Mundo foi nossa: minha e, especialmente, delas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-7904312759131712833?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/7904312759131712833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=7904312759131712833' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7904312759131712833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7904312759131712833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2010/07/as-criancas-de-tembisa.html' title='As crianças de Tembisa'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-qh_y2XHGgM/TDyN1NIcKZI/AAAAAAAAAD0/kVK8JSUiMvw/s72-c/copa+063.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-2647828692981067294</id><published>2010-05-28T09:56:00.000-07:00</published><updated>2010-05-28T10:31:15.228-07:00</updated><title type='text'>Que bonito é ver um jornalista esportivo se estrepando</title><content type='html'>Combinemos: não tem nada mais bonito do que ver um jornalista esportivo errando absolutamente todos seus palpites. Como passa longe de mim a ideia de estragar a brincadeira, aí vão meus chutes para a Copa do Mundo. Em julho, meus dois ou três leitores poderão dizer, em júbilo: "Sabe nada esse Alliatti!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRUPO A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;África do Sul 1 x 1 México&lt;br /&gt;Uruguai 0 x 0 França&lt;br /&gt;África do Sul 1 x 2 Uruguai&lt;br /&gt;França 2 x 0 México&lt;br /&gt;México 1 x 1 Uruguai&lt;br /&gt;França 3 x 2 África do Sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRUPO B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coréia do Sul 1 x 0 Grécia&lt;br /&gt;Argentina 2 x 2 Nigéria&lt;br /&gt;Grécia 1 x 1 Nigéria&lt;br /&gt;Argentina 3 x 0 Coréia do Sul&lt;br /&gt;Nigéria 0 x 1 Coréia do Sul&lt;br /&gt;Grécia 1 x 2 Argentina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRUPO C&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inglaterra 1 x 0 EUA&lt;br /&gt;Argélia 1 x 1 Eslovênia&lt;br /&gt;Eslovênia 1 x 2 EUA&lt;br /&gt;Inglaterra 2 x 0 Argélia&lt;br /&gt;Eslovênia 1 x 2 Inglaterra&lt;br /&gt;EUA 1 x 0 Argélia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRUPO D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérvia 0 x 2 Gana&lt;br /&gt;Alemanha 2 x 0 Austrália&lt;br /&gt;Alemanha 3 x 1 Sérvia&lt;br /&gt;Gana 3 x 0 Austrália&lt;br /&gt;Gana 1 x 2 Alemanha&lt;br /&gt;Austrália 0 x 2 Sérvia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRUPO E&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Holanda 1 x 1 Dinamarca&lt;br /&gt;Japão 0 x 2 Camarões&lt;br /&gt;Holanda 3 x 0 Japão&lt;br /&gt;Camarões 2 x 2 Dinamarca&lt;br /&gt;Dinamarca 1 x 0 Japão&lt;br /&gt;Camarões 1 x 1 Holanda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRUPO F&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itália 2 x 1 Paraguai&lt;br /&gt;Nova Zelândia 0 x 3 Eslováquia&lt;br /&gt;Eslováquia 1 x 1 Paraguai&lt;br /&gt;Itália 4 x 2 Nova Zelândia&lt;br /&gt;Eslováquia 0 x 1 Itália&lt;br /&gt;Paraguai 2 x 0 Nova Zelândia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRUPO G&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costa do Marfim 1 x 1 Portugal&lt;br /&gt;Brasil 1 x 0 Coréia do Norte&lt;br /&gt;Brasil 3 x 0 Costa do Marfim&lt;br /&gt;Portugal 2 x 0 Coréia do Norte&lt;br /&gt;Portugal 1 x 1 Brasil&lt;br /&gt;Coréia do Norte 2 x 3 Costa do Marfim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRUPO H&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honduras 0 x 1 Chile&lt;br /&gt;Espanha 1 x 0 Suíça&lt;br /&gt;Chile 1 x 0 Suíça&lt;br /&gt;Espanha 5 x 1 Honduras&lt;br /&gt;Chile 0 x 0 Espanha&lt;br /&gt;Suíça 1 x 0 Honduras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OITAVAS DE FINAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;França 2 x 1 Coréia do Sul&lt;br /&gt;Inglaterra 1 x 0 Gana&lt;br /&gt;Holanda 3 x 0 Eslováquia&lt;br /&gt;Brasil 1 x 0 Chile&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argentina 1 (4) x 1 (3) Uruguai&lt;br /&gt;Alemanha 0 x 1 EUA&lt;br /&gt;Itália 1 x 2 Camarões&lt;br /&gt;Espanha 2 x 0 Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUARTAS DE FINAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;França 0 x 1 Inglaterra&lt;br /&gt;Holanda 2 x 1 Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argentina 3 x 2 EUA&lt;br /&gt;Camarões 1 x 3 Espanha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEMIFINAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inglaterra 1 x 2 Holanda&lt;br /&gt;Argentina 2 x 0 Espanha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FINAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Holanda 3 x 1 Argentina&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-2647828692981067294?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/2647828692981067294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=2647828692981067294' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/2647828692981067294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/2647828692981067294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2010/05/que-bonito-e-ver-um-jornalista.html' title='Que bonito é ver um jornalista esportivo se estrepando'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-232119130666803038</id><published>2010-04-14T13:03:00.000-07:00</published><updated>2010-04-14T13:32:24.474-07:00</updated><title type='text'>Que lo chupe, Lionel!</title><content type='html'>Xangri-Lá, nos anos 90, era um pesadelo para os jovens e um paraíso para os velhos. Simples: havia 70 velhos para cada jovem lá. Pois lá fomos eu e Gustavo, meu melhor amigo, no exato ano de 1993, passar o veraneio na casa dos meus avós. Eu era um pré-jovem. Tinha 11 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um tédio, óbvio. Até o último dia do veraneio. Estávamos lá Gustavo, um magrão que virou nosso amigo lá, cujo nome não lembro, e eu na beira da praia, com uma bola de futebol a tiracolo. De repente, percebemos três guris perto de nós, com cara de quem quer jogar futebol. E o melhor: eles falavam espanhol. Eram argentinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueça, querido e único leitor, tudo que você ouviu falar sobre rivalidade entre Brasil e Argentina. Nada jamais chegará ao que aconteceu naquela tarde em Xangri-Lá. Não era um jogo: era uma batalha diplomática. Não era futebol: era guerra. Enquanto colocávamos os chinelos na posição certa, como traves, eu lembrava de 1990, revivia o momento em que fui até a janela da sala na casa da minha vó, em Garibaldi, para tirar a bandeira do Brasil que eu tinha pendurado lá. Tínhamos perdido para a Argentina nas oitavas de final da Copa da Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo estava engasgado. E era hora da vingança. Eu olhei para o Gustavo. Olhei para o outro magrão. E vi nos olhos deles a certeza da vitória. Nós venceríamos. Nós atropelaríamos aqueles argentinos. Nós colocaríamos nossa pátria no devido lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós perdemos por 9 a 0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, amigo, 9 a 0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que não enfrentamos argentinos. Enfrentamos protótipos de Maradonas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles era mais alto, parecia lento, mal abria a boca, mas colocava a bola onde queria. Deve ter dado passe para todos os gols.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro era baixinho, de canela fina, tinha um cabelo estranho, uma voz esganiçada. Era todo encrenqueiro. Lembro de ele parar na minha frente, com a bola em seu domínio, jogar o corpo para um lado, deixar a bola parada e ir para o outro lado. Passou reto por mim. Levou uma pancada na canela e levantou querendo briga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o outro, o menorzinho da turma, tinha um pé esquerdo dos infernos, cabelo comprido, liso, caindo no rosto. Fazia o que queria com a bola. Nasceu para não ser marcado. É dele que eu lembro com carinho especial. E de um lance em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo já estava 9 a 0 para eles. Estávamos abatidos moralmente - e fisicamente, tecnicamente, taticamente... O nanico pegou a bola e parou na frente do Gustavo, em uma linha diagonal para o gol. Ficou parado. Simplesmente parado. E a bola sob o pé dele, grudada. Quando o Gustavo tentou dar um bote, o argentino não chutou em gol. Não foi um chute. Ele deu um toque divino na bola. Foi com a sola do pé, do jeito que estava posicionado, mas com uma força vinda do céu no ponto exato para a redondinha chegar até o gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bola engatinhou. E eu, do outro lado, voltando de uma das várias saídas infrutíferas ao ataque, pensei que poderia chegar antes. Cada rolada da bola era um passo meu. Uma rolada, um passo, uma rolada, um passo. Eu me esforcei como nunca. Eu coloquei toda minha vida de 11 anos naquela corrida, com a areia da praia segurando meus pés. Quando a bola estava quase em cima da linha, eu pulei. Não: eu saltei. Não: eu voei. E cortei a bola em cima da linha. Não foi gol! Não foi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois, uma mulher mais velha, certamente mãe de um dos meninos, encerrou o jogo. Eles estavam indo para casa. E lá foram os argentinos, faceiros, rindo de nós. E lá ficamos nós, decepcionados, como se estivéssemos retirando a bandeira do Brasil da janela da casa de nossas vós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz 15 anos. Hoje, pensando bem, em não ficaria surpreso se descobrisse que o primeiro argentino se chamava Juan Román Riquelme. Nem que o segundo atende pelo nome de Andrés Nicolas D'Alessandro. Tampouco que o terceiro é conhecido por aí como Lionel Messi. Claro, as datas não batem, mas me deixem delirar em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdemos por 9 a 0. Verdade. Mas tem uma coisa: não levamos o décimo. Jamais levaríamos um décimo gol de argentinos. Portanto, Lionel, uso uma frase do Maradona, teu chefe: que lo chupe! Aquele décimo gol tu não fez!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-232119130666803038?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/232119130666803038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=232119130666803038' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/232119130666803038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/232119130666803038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2010/04/que-lo-chupe-lionel.html' title='Que lo chupe, Lionel!'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-3269558641068009196</id><published>2010-04-14T07:39:00.000-07:00</published><updated>2010-04-14T08:19:01.223-07:00</updated><title type='text'>Bigode por bigode, Chico supera Machado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-qh_y2XHGgM/S8XbdWhD7PI/AAAAAAAAADk/PffrjQRuAtM/s1600/machado-de-assis2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 301px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-qh_y2XHGgM/S8XbdWhD7PI/AAAAAAAAADk/PffrjQRuAtM/s400/machado-de-assis2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460011420563533042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha uns 17 anos quando fechei Memórias Póstumas, soltei um "puta merda!", vi meus pelos do braço arrepiarem e não controlei mais meus olhos. Chorei mesmo, velhinho. Aí você, maldoso que é, vai dizer: "Baita MARICAS esse Alliatti". Não, não. Não é isso. Porque não foi a história que me fez chorar. Foi a genialidade do autor. Eu chorei como reverência ao gênio Machado de Assis, chorei por saber que tinha acabado de me envolver com uma obra de arte suprema, por saber que aquilo nunca mais sairia de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses, tava vendo os últimos DVDs daquela coleção toda bonitona do Chico Buarque. Um deles é dedicado às canções infantis dele. E eu tive que me segurar, com toda a força, para não chorar feito um idiota. De novo, pela genialidade do sujeito, pela capacidade absurda de criar algo tão superior, pela preciosidade matemática do cara, essa capacidade maluca de somar palavra com palavra, multiplicar versos e criar genialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Genialidade mesmo. Machado é gênio. Chico é gênio. E aí ficamos pensando, eu, meus botões e minhas paranoias: ninguém, em 510 anos de Brasil, fez mais do que esses dois caras em cultura. Não houve artistas superiores a eles. Não dos que eu conheço, em minha abençoada ignorância: nem Glauber Rocha, nem Guimarães Rosa, nem Caetano Veloso. Talvez o Thedy Corrêa, mas aí é outro tipo de compreensão humana (NOT!!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-qh_y2XHGgM/S8XblWRrnZI/AAAAAAAAADs/FEIkVGbT2qw/s1600/12_mhg_cult_chicobuarque.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 256px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-qh_y2XHGgM/S8XblWRrnZI/AAAAAAAAADs/FEIkVGbT2qw/s400/12_mhg_cult_chicobuarque.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460011557937978770" /&gt;&lt;/a&gt;Mas, entre Machado e Chico, eu fico com o segundo como o maior de todos. Tá, o Machado é FODÃO. Memórias Póstumas, Dom Casmurro e Quincas Borba entram fácil na lista dos dez maiores romances brasileiros. E são todos do mesmo PINTA, que também fez dezenas de contos que chegam a irritar de tão bons. E ponto final. No teatro e na poesia, foi apenas mais um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proporcionalmente, o Chico é para a música o que o Machado é para a literatura. Proporcionalmente. Tem o dedo do Chico nas melhores músicas políticas desse país. Também nas melhores músicas, argh, românticas, na falta de termo melhor. Mas o sujeito também fez absurdos de inventividade com música do cotidiano (falar sobre Construção é chover no molhado). Chico é um burguês, podre de rico desde sempre, que fez música de favela, com cheiro de feijão, com jeito de povo. Isso é lindo, malandro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não parou na música. Fez quatro peças fundamentais, Roda Viva, Calabar, Gota D'Água e Ópera do Malandro, fora a musicalização do Morte e Vida Severina, que é de chorar no cantinho. E mandou bem também na literatura, mesmo que Benjamim seja um pouco sem pé ou cabeça. De quebra, teve três livros adaptados ao cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Chico tivesse ficado na música, seria do tamanho do Machado. Mas ele teve a sorte de viver em uma época que lhe permitiu ir além. E teve genialidade de sobra para aproveitar isso. É mais completo do que Machado. Logo, é maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na real, essa discussão não vale nada. Negócio é analisar o bigodão que cada um deles cultivou. Bigode por bigode, Chico também supera Machado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-3269558641068009196?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/3269558641068009196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=3269558641068009196' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3269558641068009196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3269558641068009196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2010/04/bigode-por-bigode-chico-supera-machado.html' title='Bigode por bigode, Chico supera Machado'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-qh_y2XHGgM/S8XbdWhD7PI/AAAAAAAAADk/PffrjQRuAtM/s72-c/machado-de-assis2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-3572179351732661338</id><published>2010-02-03T08:26:00.000-08:00</published><updated>2010-02-03T08:55:42.200-08:00</updated><title type='text'>Eu fui Espiridião Amin por um dia</title><content type='html'>Dizem que um jovem que não é de esquerda não tem coração. E dizem que um adulto que é de esquerda não tem cabeça. É um processo natural: conforme envelhecemos, ficamos chatos, mais ortodoxos, mais tradicionais. Perdemos o idealismo. Trocamos a esquerda pela direita. Mas comigo aconteceu o contrário: com o engatinhar dos anos, migrei da direita latifundiária rumo à esquerda acéfala (ops, quase uma redundância).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era uma criança estranha. Em 1989, com sete anos, lembro de escrever os nomes dos candidatos à presidência em um caderno e acompanhar, com raro entusiasmo, o progresso deles nas pesquisas eleitorais. Por mais que o jingle "dois patinhos na lagoa, vote Afif 22" me emocionasse, era o Collor quem eu curtia mais. Influência, certamente, dos meus pais, que votaram no bonitão. No dia da eleição, eu perambulei de bicicleta pela rua Bolívia, em Canoas, com uma bandeira do Collor na MAGRELA. Quase apanhei de uma vizinha gigante, de uns 14 anos, simpatizante do Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o Collor eleito, rolou um arrependimento lá em casa. Meus pais não curtiram a ideia de ver a poupança deles surrupiada. E eu percebi que tinha algo estranho no ar. Certo dia, decidi que escreveria uma carta ao presidente. Não lembro o teor dela. Devo ter pedido coisas simples, como um autorama e a paz mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi a efervescência político-social-filosófico-cultural da Escola Estadual de 1º Grau Vasco da Gama que me fez mergulhar na política. Tudo passou pelo professor Adão, que dava aula, ao mesmo tempo, de Educação Física e Educação Artística. Interdisciplinariedade, saca? Em uma dessas aulas, ele propôs que simulássemos um debate eleitoral na sala de aula, com contagem de votos e tudo. Os alunos interessados escolheriam um dos candidatos à presidência para representar. O pequeno Alexandre se empolgou, mas não em tempo de escolher um dos grandões da disputa. Mas ele não titubeou. Levantou o dedo, recebeu o olhar do professor Adão e avisou a todos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou ser o Espiridião Amin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A galhofa não poderia intimidar um entusiasta da política. Fui lá para a frente da turma e fiz meu discurso. Prometi acesso universal à saúde, criação de quadras polidesportivas para livrar os jovens das drogas, uma política econômica voltada ao social, um monte de ideias que o verdadeiro Espiridião Amin jamais teria. Fui bem. Superei Lula. Superei Éfe Agá Cê. Superei o Brizola. Mas faltava o Enéas. Aí veio um moleque dos infernos, começou a imitar o barbudo e prometeu fechar o Inter, demolir o Beira-Rio e tirar matemática do currículo escolar. Ganhou fácil. Sofri nas mãos de um populista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois, eu acompanharia o professor Adão em uma passeata pró-Olívio Dutra em Canoas. Ele, sua esposa (professora Vera, que também dava aula no Vasco da Gama), meu irmão e eu. Gostei daquilo. Gostei daquela gente tirando o marasmo do corpo. Gostei do desejo por mudança. Bebi uma cachaça que jamais tirei do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Adão acabaria punido pelo entusiasmo político que colocou em seus pupilos. No ano seguinte, incomodados com as aulas deles (eram muito ruins), alguns alunos se mobilizaram para pedir a saída dele. Eu fiz parte do movimento. A professora Vera, em seu último dia na escola, disse, olhando para mim, que se sentia traída por um amigo. Aquilo doeu. O casal de professores foi para Bagé, se não me engano, onde acabariam se separando pouco depois, consequência da relação entre o Adão e uma aluna cuja idade eu comemoro não saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui uma criança sem coração, mas mudei quando jovem, e agora sou um adulto sem cabeça. Em parte, devo isso ao Collor. Em parte, ao Espiridião Amin. E muito ao professor Adão, que tinha suas boas intenções e, no frigir dos ovos, também era um adulto sem cabeça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-3572179351732661338?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/3572179351732661338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=3572179351732661338' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3572179351732661338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3572179351732661338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2010/02/eu-fui-espiridiao-amin-por-um-dia.html' title='Eu fui Espiridião Amin por um dia'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-9061968565732474475</id><published>2010-02-02T09:32:00.001-08:00</published><updated>2010-02-02T09:37:34.281-08:00</updated><title type='text'>Estética do Frio ou Como Tirar Lições de Nova Tramandaí</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:/DOCUME%7E1/esporte/LOCALS%7E1/Temp/msoclip1/01/clip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Estimado presidente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu, como vosso eleitor, tomo a liberdade de dar um pitaco em um projeto que é todo bonitão, todo garboso, mas cuja praticidade eu posso acelerar. Esqueça o Vale-Cultura, Lula. Esse país não precisa disso. Não é assim que vamos nos tornar mais cultos. Nós precisamos, meu caro, é de frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guarde o dinheiro do Vale-Cultura para atos mais nobres – sei lá, comprar aliados no Senado, retribuir favores às empreiteiras, criar obras eleitoreiras para sustentar a Dilma. Esse tíquete aí é inútil. Os europeus não precisaram dele para firmar a base da cultura ocidental. Eles só aproveitaram o frio. Bob Dylan, revoltado e encasacado lá em Minnesota, virou um gênio. Vivesse ele em Floripa, necas; em Porto Alegre, só se fosse entre junho e agosto. Mesmo assim, tempo suficiente para ser no máximo um Nei Lisboa – em vez de “whatever colors you have in your eyes, I’ll show them to you and you’ll see them sinhe”, cantaria “a vaca foi pro brejo e atolou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu realmente penso que a inteligência, o raciocínio, a produção de ideias, tudo isso é prerrogativa do frio. São muito, mas muito FODÕES os caras que criam arte no calor. Passei parte do verão lendo aqueles três livros da autobiografia do Gorki. São bons, mas não geniais. E só são bons porque foram escritos na Rússia. Se hoje, 2 de fevereiro de 2010, o Gorki parasse na Lancheria do Parque, pedisse uns guardanapos praquele garçom careca-e-cabeludo-ao-mesmo-tempo e tentasse escrever alguma coisa assim, acabaria tomando oito jarras de suco de limão em vão. Tempo perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor produz comédia. O frio produz drama. O drama é superior à comédia. Música triste é melhor do que música alegre, infelizmente. E Chico Buarque, por tudo isso, é o cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estimado Lula, entrei em uma digressão. Parei. Volto ao ponto de que o senhor deve investir no frio. Comprar ar-condicionado. Distribuir gelo aos pobres. Uma vez, em Nova Tramandaí (bela praia: o amigo deveria convidar Dona Marisa e dar uns mergulhos por lá), enquanto eu esperava um ônibus, bateu uma brisa fresca. Uma mulher disse a outra: “Como tá esfriando nos últimos anos... Deve ser porque aqueles incebergs tão tudo derretendo”. É uma pena o raciocínio dela não fazer o menor sentido. Bombardear a Antártida seria até prático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro presidente, está dada a dica. Não sei como o senhor fará para diminuir a temperatura de nosso país, mas é uma boa pedida. O Duda Mendonça pode dar uma ajuda. Até que o problema seja resolvido, esquece o Vale-Cultura, vai. Cria o Vale-Shopping, de repente. Porque é aquilo: lá, o ar-condicionado é dos bons.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-9061968565732474475?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/9061968565732474475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=9061968565732474475' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/9061968565732474475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/9061968565732474475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2010/02/normal-0-estimado-presidente-eu-como.html' title='Estética do Frio ou Como Tirar Lições de Nova Tramandaí'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-3398889989139752284</id><published>2009-08-20T19:39:00.001-07:00</published><updated>2009-08-20T19:53:52.270-07:00</updated><title type='text'>Peguei a mãe do meu melhor amigo</title><content type='html'>Eu tinha uns 12 anos. O Gustavo, uns 11. Tínhamos uma brincadeira costumeira nas tardes de domingo, com a rua pouco movimentada. Parávamos na frente da casa dele e fazíamos uma competição de carros. Imaginária. O primeiro que passava era de um. O segundo, de outro. Aí a gente fazia a contagem no final. Melhor de cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, culpa dos hormônios, resolvemos fazer isso com mulheres. A primeira que passasse seria do Gustavo. A segunda seria minha. Utilizaríamos critérios honestos para dar a vitória a um ou a outro. Não nos sacaneávamos. Tínhamos fair-play.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após segundos de tensão, ela apareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morena de cabelos compridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morena de cabelos compridos e seios fartos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma deusa. Usava um top, aquele tomara-que-caia que, na real, significa tomara-que-caia-em-cima-de-mim-e-não-saia-nunca-mais. Tinha uma calça, talvez de algodão, que desenhava as nádegas. Perfeita. O Gustavo fizera um golaço. Era quase inalcançável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram instantes que redimensionam a ideia de eternidade. Gustavo, todo orgulhoso, cantava a vitória antes do tempo. Vibrava. Quase dava cambalhotas. Grave erro. Porque ela apareceu. Ah, ela apareceu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela usava calça jeans, tênis, uma camiseta sem graça, daquelas de domingos em que se vai no máximo até a esquina. Ela caminhou alguns centímetros e logo parou para nos olhar. Ela falou conosco. Ela abriu a porta e caminhou na nossa direção. A aproximação. Tudo que Gustavo sonhara com a mulher dele acontecia com a minha. Mas haviam um porém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um porém, dos maiores poréns já criados, no fato de ela era a mãe do Gustavo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei a mãe do meu melhor amigo. Nem hoje, nem ontem. Faz tempo. E não peguei de verdade. Imaginário. Mas foi uma vitória. Foi uma virada história. Foi uma reviravolta sem precedentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nunca mais brincamos daquilo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-3398889989139752284?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/3398889989139752284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=3398889989139752284' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3398889989139752284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3398889989139752284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/08/peguei-mae-do-meu-melhor-amigo.html' title='Peguei a mãe do meu melhor amigo'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-2231068848615823098</id><published>2009-07-20T19:44:00.000-07:00</published><updated>2009-07-20T19:52:41.401-07:00</updated><title type='text'>Eco, do latim ao Google</title><content type='html'>O Umberto Eco é um chato legal ou um legal chato, dependendo do gosto do leitor. Quando li "O nome da rosa", há uns sete ou oito anos, lembro que perdi a paciência e pedi emprestado um dicionário de latim para a professora Vanda, então minha chefe na lendária Over the Rainbow, escola de inglês de Canoas onde eu dava aula e que, ao contrário do que indica seu nome, não era voltada ao público homossexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eco parte da premissa de que o leitor é, desculpem o termo, tão punheteiro quanto ele. Se não estou enganado, "O nome da rosa" termina com uma frase relativamente gorda em latim. Tradução? Que nada. Te vira, mané...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio "A misteriosa chama da rainha Loana", também dele. Em vez do dicionário de latim, uso o Google para não ficar boiando. No caso, nem é o pedantismo do escritor que força uma ou outra pesquisa. É que o livro é uma autobiografia disfarçada (e muito interessante) dele. O Eco curte esses esquemas de semiologia e passeia por símbolos e referências do tipo durante toda a obra. Só que são coisas da infância dele - logo, já enterradas no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom livro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-2231068848615823098?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/2231068848615823098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=2231068848615823098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/2231068848615823098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/2231068848615823098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/07/eco-do-latim-ao-google.html' title='Eco, do latim ao Google'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-8800730089944726055</id><published>2009-07-18T08:37:00.000-07:00</published><updated>2009-07-18T08:47:28.323-07:00</updated><title type='text'>Essência</title><content type='html'>Billie Holiday veio ao mundo e saiu dele há 50 anos, lembrados ontem, com a missão de ser a síntese máxima do Jazz. Não tanto musicalmente, porque ela não compunha, e o gênero meio que exige um talento que ultrapasse a beleza da voz. Ela foi a essência do Jazz pelo que foi como pessoa. The Lady resume o sofrimento dos jazzistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Billie Holiday sofreu de tudo. E colocou cada pedacinho de dor em uma voz sem igual. Ela cantou lágrimas e chorou notas. É um ícone sem tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais genial na história dela é que, com uns 12 anos, a pequena Billie trabalhava como faxineira em um bordel só para poder passar algumas horas do dia em uma espécie de sótão escutando uns discos perdidos do Louis Armstrong que estavam por ali. Isso tem cara de lenda, eu sei, mas ela própria conta em sua autobiografia - Lady sings the blues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cantora que foi presa por ser abusada sexualmente (sim, isso mesmo), que passou a vida apanhando, que foi expulsa de bares e impedida de entrar em hotéis por ser negra, que se drogou e bebeu como só o Jazz exige, morreu jovem, com 44 anos, não por acaso vítima de cirrose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi para o mundo o que a Elis Regina foi para o Brasil, só que maior - seja na voz, seja na dor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-8800730089944726055?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/8800730089944726055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=8800730089944726055' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/8800730089944726055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/8800730089944726055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/07/essencia.html' title='Essência'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-5747552954044898392</id><published>2009-07-13T11:13:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T11:47:12.434-07:00</updated><title type='text'>Elair morreu de amor</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Pessoas morrem porque estão com o coração partido. Acontece todo dia e vai continuar a acontecer, até o fim dos tempos"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paul Auster, "Homem no escuro"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elair morreu de amor. Tinha 25 anos. Quem contou foi dona Roma, com a credibilidade de seus 80 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Elair morreu de parada cardíaca - alguém disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não foi nada disso. Ela morreu de amor - retrucou Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elair amava Paulo, que amava outras. Paulo fugiu. Elair ficou. Aos 25 anos, ela ficou. Só. Sem Paulo. Sem o homem de sua vida, dessa vida que acabaria dias depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elair chorou. Aí Elair sorriu e disse que iria seguir a vida. Aí Elair viu que estava enganando a todos, a ela própria, inclusive. Aí Elair voltou a chorar. E parou de comer. E parou de falar. E parou de chorar. E parou. Inapelavelmente, parou. Morreu na cama, cercada por um disco dos Mutantes, um quadro do Chaplin, fotografias melosas e uma caixinha de música, daquelas com uma bailarina triste dançando sempre a mesma música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elair foi encontrada, foi chorada, foi velada e foi sepultada. Paulo, que amava outras, também amava Elair. Amava ao ponto de chorar por ela. Amava ao ponto de ir ao enterro. Amava ao ponto de suportar o olhar de acusação, a revolta dos familiares, a dor duplicada de quem sofre pela morte de um ser amado e por ser o culpado dessa morte. Assassino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eustáquio amava a filha. Eustáquio odiava Paulo, que amava Elair e amava outras. Eustáquio caminhou com passos lentos na direção de Paulo. É engraçado: o que Eustáquio mais lembra daquele momento é o som da pá ao fundo. O som maligno de uma pá maligna de um coveiro malingno enterrando Elair, jogando Elair na escuridão eterna, tirando de Elair qualquer contato com o mundo que foi dela por 25 anos. E o coveiro indiferente, com sua pá indiferente, com seu cimento indiferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai lá agora e pega tudo que for teu. Pega tu que tu deu pra ela. Eu não quero nada lá que me lembre que tu existiu - disse Eustáquio, com voz de pá, de cimento, de coveiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo atendeu. Deixou o cemitério, subiu a rua de paralelepípedos, passou pela cerca branca, entrou pela porta dos fundos, explicou com os olhos a situação para a empregada, subiu as escadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou um disco dos Mutantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou um quadro do Chaplin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou fotografias melosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou uma caixinha de música, daquelas com uma bailarina triste dançando sempre a mesma música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo sempre pensou sobre a última imagem que uma pessoa tem na cabeça antes de morrer. Sempre pensou que poderia ser uma bobagem: reparar em uma mancha na parede, esquecer de comprar a mostarda no supermercado, remoer a possibilidade de o lateral-direito do Colorado ser vendido justo agora, no meio do campeonato. Naquele momento, Paulo pensou no último pensamento. Pensou no que pensar antes de morrer. E não pensou mais. A faca Tramontina, recém-comprada, entrou reta, direta, abrindo espaço no pescoço dele como se fosse uma esponja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo caiu na cama. Morreu cercado por um disco dos Mutantes, um quadro do Chaplin, fotografias melosas e uma caixinha de música, daquelas com uma bailarina triste dançando sempre a mesma música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo morreu de amor. Morreu do amor que Elair sentiu por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amor é primo da morte,&lt;br /&gt;e da morte vencedor,&lt;br /&gt;por mais que o matem (e matam)&lt;br /&gt;a cada instante de amor&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Carlos Drummond de Andrade, "As sem-razões do amor"&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-5747552954044898392?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/5747552954044898392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=5747552954044898392' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/5747552954044898392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/5747552954044898392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/07/elair-morreu-de-amor.html' title='Elair morreu de amor'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-2422375480665893509</id><published>2009-06-28T17:36:00.000-07:00</published><updated>2009-06-28T17:37:44.960-07:00</updated><title type='text'>Maxi López matou Michael Jackson</title><content type='html'>O mundo estava à beira do caos por causa da gripe suína. Aí derrubaram um avião para mudar o foco. Certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, amigo, é inegável que Maxi López tenha matado Michael Jackson.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-2422375480665893509?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/2422375480665893509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=2422375480665893509' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/2422375480665893509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/2422375480665893509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/06/maxi-lopez-matou-michael-jackson.html' title='Maxi López matou Michael Jackson'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-4962434314743859044</id><published>2009-06-27T10:49:00.000-07:00</published><updated>2009-06-27T11:11:44.086-07:00</updated><title type='text'>Emo average: 95%</title><content type='html'>Quem me vê agora, um sujeito peludo, bruto, jornalista esportivo, que cospe no chão e passa o pé em cima, não imagina como foi minha infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu tava pensando e levei um susto de tanto pensar. Quando eu tinha 7 anos, sonhei com uma menina e acordei com dor no peito. É sério. No meio da madrugada, no andar superior do beliche de onde um dia eu desabei, eu acordei com dor no peito porque tinha sonhado com uma menina. Aí, claro, concluí que estava apaixonado. E assim fiquei. Por anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito: eu tinha 7 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, o Sérgio, meu amigo desde sabe-se lá quando, quase ocasionou um suicídio infantil (crianças não se suicidam, né? Bah, isso vale um post. Talvez elas se suicidem, mas ninguém acredite que seja suicídio. Fecha parênteses. Foi!) Era uma festa junina na gloriosa Escola Estadual de Primeiro Grau Vasco da Gama. Estava eu lá, todo prosa, quando o Sérgio chega e me diz que a menina queria dançar com o Roberto, meu rival, meu adversário, meu inimigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que aconteceu? O pequeno Alexandre desabou em choro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não um chorinho minguado. Nada disso. Foi um berreiro. Ao ponto de todo o colégio, menos a menina, ir me consolar. Até o Roberto. E de pensar que era mentira do Sérgio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelos meu 11 anos, estava passando férias em Garibaldi, centro político-cultural da Serra Gaúcha. Não sei por que cargas d'água eu fui parar num boteco com o tio Rudi (de Rudimar, que depois se separou da tia Suzi, de Suzana). Mas era boteco mesmo. Imagina uns 15 garibaldenses ouvindo música sertaneja, com o carro estacionado na frente do bar, todos orgulhosamente barrigudos, olhando as meninas que passavam com o olhar tristonho de quem está fadada a casar com um deles, paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem preciso dizer que aquilo era um tédio, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rá! Mas eis que surgiu uma esperança de diversão. Uma jukebox. Catei umas moedas, fui lá, revirei as opções e escolhi a trilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tchanã: a música do Ghost. Sim, sim, Unchained Melody. Imagina a cena, amigo. Aqueles gringos narigudos todos se olhando com um "ooooooooooooooooh, my love, my darling" de fundo. O tio Rudi até hoje pensa que eu sou meio afrescalhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns anos depois, cismei que tinha encontrado a mulher da minha vida. O problema é que ela não pensava o mesmo. Tentei de tudo até chegar ao ponto máximo de desespero: rosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o grave não é isso. O grave é o bilhete, com o Soneto da Fidelidade, do Vinícius, escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raciocina comigo: a menina não quer nada com o sujeito e o sujeito manda flores dizendo que vai amá-la por toda a vida? Qual o objetivo? Convencê-la a mudar de país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que merda é essa, jovem Alexandre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por essas e outras que eu não posso reclamar da História, essa entidade que decide como esparramar os anos em nossas vidas. Se esses emos, por exemplo, tivessem virado moda uns 15 anos antes, eu seria um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu emo average é de uns 95%. A idade que me salva. Ufa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-4962434314743859044?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/4962434314743859044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=4962434314743859044' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4962434314743859044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4962434314743859044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/06/emo-average-95.html' title='Emo average: 95%'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-3907641993038276192</id><published>2009-06-22T12:24:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T12:29:43.098-07:00</updated><title type='text'>Fala que eu escuto</title><content type='html'>Dia desses, em Curitiba, um jornalista razoavelmente conhecido contou, em uma mesa de bar na qual eu estava presente, que já transou com uma mulher morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses, a caminho do aeroporto, um taxista me relatou, com detalhes dispensáveis, o dia em que ele espacou o vizinho dele com um facão. Ele foi parar na cadeia. O vizinho, no hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta tarde, fui cortar o cabelo. E o barbeiro (porque cabeleireiro é coisa de bicha) me falou, quase com lágrimas nos olhos, que descobriu que a mulher dele tinha um caso com o dono de uma banca de jornal no bairro dele. Ele se separou e, creio eu, parou de comprar o jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, se você tiver uma história bizarra para contar, não titubeie: ligue para mim. Fala que eu te escuto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-3907641993038276192?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/3907641993038276192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=3907641993038276192' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3907641993038276192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3907641993038276192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/06/fala-que-eu-escuto.html' title='Fala que eu escuto'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-6655678762661387827</id><published>2009-06-21T18:25:00.000-07:00</published><updated>2009-06-21T18:29:28.043-07:00</updated><title type='text'>Diploma</title><content type='html'>Gostava do Ungaretti e não gostava das aulas do Ungaretti. Via pouca discussão nelas. Discutir é muito mais aceitar do que convencer. É mais bonito assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sempre gostei do Ungaretti. E gosto ainda mais depois de ler a opinião dele sobre o fim do nosso diploma. Ele me convenceu. É a única pessoa que me convenceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No frigir dos ovos, essa crônica de uma morte entediantemente anunciada é tipo o reconhecimento dos corpos em um acidente aéreo. Todo mundo sabe que tá morto, mas precisa anunciar, confirmar, oficializar. Pois agora foi. Morreu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, a opinião do professor está aqui: &lt;a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/"&gt;http://www.pontodevista.jor.br/blog/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-6655678762661387827?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/6655678762661387827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=6655678762661387827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/6655678762661387827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/6655678762661387827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/06/diploma.html' title='Diploma'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-4663032167708402078</id><published>2009-06-14T18:05:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T18:24:27.150-07:00</updated><title type='text'>Que bonito não é...</title><content type='html'>Na sexta série, eu era goleiro do time da minha turma. Futebol de salão. Meu fixo, adiantado lá na linha do meio da quadra, temeu a aproximação do pivô adversário e recuou para mim. Eu estava na beirada da área. Conforme a bola vinha, eu recuava, com o pivô vindo na minha direção. A bola vinha, eu recuava. Uma rolada da bola, uma recuada minha, uma aproximação do pivô. O pivô não teve tempo de chegar até a bola. O problema é que eu recuei além da linha do gol. Fui parar dentro da goleira. E a bola entrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sétima série, virei fixo do glorioso Juventus, a maior reunião de pernas de pau da história do futebol canoense. Estávamos empatando, com muita garra, por 2 a 2 contra uma gurizada cuja média de idade era, sei lá, de uns 7 anos. Faltavam seis segundos quando a bola veio na minha direção. Na beira da quadra, o técnico do meu time fazia, em voz alta, a contagem regressiva para o fim do jogo, feliz com a decisão por pênaltis. Cinco, a bola chega. Quatro, domino a bola. Três, o pivô rival, de uns 5 anos (porém, ágil e habilidoso), se aproxima. Dois, decido recuar para o goleiro. Um, recuo para o goleiro. Quase zero, o pivô de 5 anos chega na bola antes do goleiro e decreta a vitória do time pré-mirim.  Eu literalmente apanhei dos meus colegas de time. Do goleiro e do técnico, especialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na oitava série, eu comecei a estudar em horários diferentes do resto dos meus amigos. Eles estudavam em colégio particular e passaram a ter aula, sei lá por que cargas d'água, à tarde. Aí só me restava jogar bola sozinho. Eu começava a ficar impressionado com minha qualidade ao tabelar com o muro da frente do estacionamento dos meus pais quando minha carreira futebolística terminou. Eu chutava a bola, ela batia no muro e voltava para meus pés, que a dominavam sem permitir que ela caísse. Aí um sujeito de bicicleta passou pela calçada um dia e soltou um "éééééééé, jogá sozinho é fácil, mané!". Decidi jogar em turma. Entrei na escolinha do Canoas. Futebol de campo. Na primeira aula, o professor, chamado Adílson, decidiu que eu deveria ser primeiro volante. Cabeça de área. Brucutu total. Na segunda aula, me apelidaram de Robocop, tamanha minha mobilidade. Na terceira aula, jogo contra o Flamenguinho, de Alegrete. Fiquei no banco. Todos os reservas entraram. Menos eu. O Adílson, um fisólofo, justificou assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No próximo tu joga, Alessandro (!). É que a gente precisava ganhar o jogo. Tu entende, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que virei jornalista esportivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-4663032167708402078?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/4663032167708402078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=4663032167708402078' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4663032167708402078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4663032167708402078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/06/que-bonito-nao-e.html' title='Que bonito não é...'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-7483461625349727024</id><published>2009-05-20T09:43:00.001-07:00</published><updated>2009-05-20T10:00:49.069-07:00</updated><title type='text'>Yeda meteu a mão</title><content type='html'>CPI coisa nenhuma. Não precisa. Eu tenho a prova matemática de que a Yeda meteu a mão na grana mesmo. Acompanhe o raciocínio, leitor imaginário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façamos de conta que o mundo político-midiático pode ser divido em dez partes. Imaginemos uma régua de zero a 100, partindo da extrema esquerda até a extrema direita. Para facilitar, cada uma das partes corresponde a 10% da régua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 0 a 10: PSOL, CUT, MST e sindicatos barulhentos. E o PDT&lt;br /&gt;De 10 a 20: PCdoB, PCB e alas saudosistas do PT. E o PDT&lt;br /&gt;De 20 a 30: Leitores da Caros Amigos e saudosistas do PT que cansaram desse papo de não ser eleito nunca, nem para vereador. E o PDT&lt;br /&gt;De 30 a 40: A própria Caros Amigos, leitores da Carta Capital e alas semi-saudosistas do PT. E o PDT&lt;br /&gt;De 40 a 50: A própria Carta Capital, parte considerável do PT, ingênuos do PSB. E o PDT&lt;br /&gt;De 50 a 60: O Lula e as alas moderninhas do PT. E o PDT&lt;br /&gt;De 60 a 70: Radicais de esquerda do PMDB, radicais de esquerda do PSDB e leitores comunistas da Veja. E o PDT&lt;br /&gt;De 70 a 80: PMDB, PSDB, Globo e pessoas que leem a Veja para ficar de mau humor. E o PDT&lt;br /&gt;De 80 a 90: Neo-nazistas, skinheads, DEM, PP e demais leitores da Veja. E o PDT&lt;br /&gt;De 90 a 100: A própria Veja. E só. Nem o PDT entra nessa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí é o seguinte. Se uma denúncia parte do PSOL e ganha aval da Carta Capital, a chance de ser real é de 50%, porque parte do zero e chega ao 50 na régua. Se parte da Caros Amigos e ganha aval das alas moderninhas do PT, é de 30%, porque parte do 30 e vai até o 60 na régua. Sacou a matemática?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da Yeda, o barulho começou com o PSOL, em uma ponta da régua, e alcançou a Veja, lá na outra ponta. Portanto, a chance de ter alguma coisa aí no meio é de 100%. Não tem escapatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, gurizada, vamos apatifar de vez. Tira a Yedinha e deixa o Feijó por alguns meses, porque se a tragédia tá feita, que seja divertida, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por via das dúvidas, abramos o olho com o PDT.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-7483461625349727024?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/7483461625349727024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=7483461625349727024' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7483461625349727024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7483461625349727024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/05/yeda-meteu-mao.html' title='Yeda meteu a mão'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-4837028775454460677</id><published>2009-05-09T08:11:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T08:26:33.286-07:00</updated><title type='text'>Pelo caos</title><content type='html'>Uma cidade só é grande se for caótica. Porto Alegre não é caótica, tampouco grande. Cidade verde, com parquezinhos, casas simpáticas, velhinhos felizes passeando, só serve para visitar por um, dois dias. De resto, tem que ter fumaça, buzina, gente apressada. Tem que ter a cara da nossa época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curti muito Lima. É uma cidade meio que sem leis de trânsito, que vai se moldando à situação do momento. Se o caminhão acha que deve cruzar da primeira para a terceira pista, ele mete a mão na buzina e vai. Mais de 90% dos carros são táxis. Não deve ter licença para taxista lá. Se um belo dia você acordar e resolver ser taxista, é só colocar uma plaquinha no vidro do carro e, pronto, vão te chamar em alguma calçada. Claro, não tem taxímetro também. O preço é combinado na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou para tal lugar.&lt;br /&gt;- É tanto.&lt;br /&gt;- Mas antes eu paguei isso.&lt;br /&gt;- Tá, te faço isso mais um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ônibus são muito engraçados. Parece que eles são particulares, tipo aquelas vans de São Paulo. O buzum para no ponto, um sujeito abre a janela e sai gritando o nome do bairro para onde vai. Aí peruanazada sai correndo para entrar nele. Muito massa de ver. De pegar todos os dias, talvez não tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena não dar tempo de conhecer a cidade de forma decente. É sempre assim. Andei um pouco por Miraflores, o bairro onde fiquei hospedado, que é um Peru disfarçado de Europa, um contraste total com o restante da cidade. E conheci rapidamente o centro histórico, já que o Grêmio fez o favor de ir embora logo depois do jogo e me deu um turno, a manhã de quinta, para passear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peruanos bebem um refrigerante muito estranho, a Inca Kola. É amarelo e tem gosto de chiclete. Mas compensam com uma ótima cerveja, a Cusqueña. O prato mais típico deles é o ceviche (ou cebiche): filezinhos de peixe feitos bem de leve, quase crus, em suco de limão. Eu só tive tempo de comer no aeroporto. Era bem diferente do da cidade, certamente. Não curti muito. A garçonete disse que eu cometi um erro. Pedi misto e sem pimenta. Deveria ter pedido só com peixe e apimentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os peruanos são muito amáveis e sabem muito de futebol, especialmente o europeu. Parecem gostar de turistas. Na Plaza de Armas, pedi para uma policial tirar uma foto minha. Logo veio um colega dela e começou a bater papo comigo. Ele queria lembrar quão semelhantes eram as duas línguas. Recordei o bom dia, boa tarde e boa noite e fui embora. Mas eu volto, aí de férias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-4837028775454460677?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/4837028775454460677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=4837028775454460677' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4837028775454460677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4837028775454460677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/05/pelo-caos.html' title='Pelo caos'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-9107435957289189463</id><published>2009-04-28T14:31:00.000-07:00</published><updated>2009-04-28T14:49:15.934-07:00</updated><title type='text'>Acabe com meu time, Ronaldo</title><content type='html'>Ronaldo, eu quero que você acabe com meu time. Eu quero sofrer por tua causa e ter orgulho disso, tipo o marido da mulher que teve um caso com o Chico Buarque. Quero que você vença meu time sem piedade. Que o humilhe. Que o extermine. Quero que você receba a bola pelo meio, dê uma pedalada no primeiro marcador, gire sobre o segundo com um toque de letra, dê um drible da vaca no terceiro, aplique um chapéu no zagueiro e vença o goleiro, pobre e desesperado goleiro, com um elástico. Aí eu quero que você pule as placas de publicidade e mande minha torcida calar a boca. Que a mande tomar no cu dela. Bem no meio do cu dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que você dê uma cotovelada no craque do meu time, esse sujeito que fica opaco perto de você. Quero que você pise no tornozelo do meu capitão. Quero que você deite, role e deite de novo só para poder rolar outra vez no campo do meu time. Na casa dele. No lar, doce lar dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ter 80 anos e lembrar disso, Ronaldo. Quero contar pros meus netos. Quero lembrar com raiva e satisfação. Quero te ver fazer o máximo possível que um jogador pode fazer. Quero e exijo ser testemunha ocular da tua genialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensava que Romário era maior do que Ronaldo. Coisa nenhuma. Ronaldo é maior do que Romário e do que Zidane e do que Zico e do que Ronaldinho Gaúcho e do que Platini e do que Van Basten. Porque não se mede o tamanho de um jogador só pela qualidade dele. Mede-se pela história. O futebol é uma forma aprimorada de se fazer literatura, cinema e teatro. Justamente por isso, o que vale é a personagem. E o Ronaldo é o maior desde Maradona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ronaldo é uma personagem moderna, sem idealizações, com defeitos que gritam tão alto quanto as qualidades. Ronaldo destrói o joelho uma, duas, três vezes. E sempre volta. Ronaldo ganha uma Copa para depois jogar outra na lata do lixo. Ronaldo anda com as mulheres mais gostosas do país para depois parar na delegacia por causa de um travesti. Ronaldo é brasileiro no sentido de dar murro em ponta de faca e amassar a faca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que a Medéia, com sua pulsação de fêmea vingativa, foi a primeira personagem humana da literatura. Foi a primeira a desenhar seu destino, a não ser simplesmente guiada por ele. Pois Ronaldo é a evolução máxima dela. Ronaldo é uma personagem humana ao ponto de nenhuma arte saber representar. Ronaldo é irrecriável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ronaldo me faz ter simpatia pelo Corinthians. Pequena, silenciosa, quase secreta simpatia. E faz o mesmo contigo. Sei que faz. Pequena, silenciosa, quase secreta, mas uma simpatia. Mesmo assim, uma simpatia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-9107435957289189463?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/9107435957289189463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=9107435957289189463' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/9107435957289189463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/9107435957289189463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/04/acabe-com-meu-time-ronaldo.html' title='Acabe com meu time, Ronaldo'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-8476631283379335445</id><published>2009-04-25T10:20:00.000-07:00</published><updated>2009-04-25T10:22:28.269-07:00</updated><title type='text'>Botecos são para sinceros</title><content type='html'>Em um boteco, na mesa ao lado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela: Môre, promete que não vai me abandonar nunca, nunca, nunca?&lt;br /&gt;Ele: Eu não.&lt;br /&gt;Ela: Não vai me abandonar ou não promete?&lt;br /&gt;Ele: Não prometo.&lt;br /&gt;Ela: Não???&lt;br /&gt;Ele. Não, ué! Vai que arranjo uma melhor que tu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-8476631283379335445?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/8476631283379335445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=8476631283379335445' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/8476631283379335445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/8476631283379335445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/04/botecos-sao-para-sinceros.html' title='Botecos são para sinceros'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-176946567107470948</id><published>2009-04-24T22:25:00.000-07:00</published><updated>2009-04-24T22:44:52.466-07:00</updated><title type='text'>As pequenas coisas da vida</title><content type='html'>Eu tenho uma mania americanóide-capitalista de elencar as coisas, de querer colocá-las dentro de uma hierarquia. Hábito de quem cresceu vendo as legendas douradas da Sony, como diria o Nei Lisboa. Já me peguei algumas vezez pensando em quais foram os momentos mais felizes da minha vida. Grande bobagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses, em uma mesa de bar, um querido amigo falou que guardamos na memória ou momentos mais amplos, bem definidos, ou uma fotografia do momento. Eu não sou a Amelie Poulain, mas também me dou ao direito de gostar das pequenas coisas da vida. Sou mais da fotografia do que da lembrança ampla. É por isso que pensar em um momento mais feliz do que todos os outros é perda de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque sempre tem muita coisa. Eu lembro do meu pai me levando na frente de uma casa e dizendo que a gente iria morar lá, com gato, cachorro, papagaio e passarinho. Eu lembro do meu pai. Eu lembro de Garibaldi e de uma caixa de areia. Eu lembro de dormir na rede com a chuva caindo do lado, indiferente. Eu lembro de ir bem fundo, com um pessoal maior do que eu, no mar de Xangri-Lá. Eu lembro de jogar futebol de parede. Eu lembro de passar a madrugada dando risada à espera da corrida de Formula-1. Eu lembro de gargalhar como nunca vendo uma cópia piorada de Armagedon. Eu lembro do entardecer com violão. Eu lembro de cinco amigos e de mil e um instantes que se abraçam para compor aquilo que chamamos de "para sempre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembro de ir para a aula quase na Antárdita, chegar lá, concordar que estava muito frio e voltar para casa. Eu lembro de mãos dadas e da perspectiva das cobertas e do aconchego. Eu lembro das cobertas. Eu lembro do aconchego. Eu lembro de dois corpos, de cabelos pretos, de uma tatuagem. Aí eu lembro de cabelos quase loiros e outra tatuagem. E então eu lembro de olhos de uma cor sem cor e de duas tatuagens. Minhas mulheres sempre tiveram tatuagens. Eu não tenho uma tatuagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembro de Buenos Aires, de Montevidéu, de Santiago, de Córdoba. Eu lembro de um cão. Eu lembro de dormir em uma praça sem ligar para o tempo e sem pressa de acordar. Eu lembro do Beira-Rio aos domingos e também do Olímpico às sextas. Eu lembro de jogar futebol. Eu lembro de jogar botão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que nossa geração, essa que é minha e tua sem que sequer percebamos, pode ter um privilégio. Talvez a medicina avance de tal forma nas duas próximas décadas, de uma maneira tão radical, que nossa vida possa ser prolongada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomara, porque com tantas pequenas coisas na vida, quaisquer 27 anos a mais ou a menos fazem uma tremenda diferença.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-176946567107470948?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/176946567107470948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=176946567107470948' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/176946567107470948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/176946567107470948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/04/as-pequenas-coisas-da-vida.html' title='As pequenas coisas da vida'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-2305982115011371838</id><published>2009-04-21T21:32:00.000-07:00</published><updated>2009-04-21T21:40:43.055-07:00</updated><title type='text'>Porque o amor é uma caixinha de surpresas...</title><content type='html'>Longe de mim querer simplificar as coisas, mas eu acho que a relação de um casal é exatamente igual à de um técnico com um clube. Esparramam-se semelhanças em todo o processo do relacionamento: o mesmo encanto inicial, o mesmo sentimento de otimismo, a mesma tentativa de superar dificuldades, o mesmo desgaste, o mesmo fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As variações também são as mesmas. Tem vezes que acaba e era isso. Nunca mais. Tipo Inter e Alexandre Gallo, Grêmio e Vágner Mancini, agora Grêmio e Celso Roth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras, fica aquele sentimento de que poderia ter ido mais longe. Grêmio e Felipão. Inter e Muricy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no futebol, assim como em namoros, rola seguido aquele revival quase inevitável. Às vezes são revivals bons, como Inter e Muricy. Às vezes, nem tanto, tipo Grêmio e Roth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E às vezes dá mais certo do que qualquer ser humano poderia imaginar. E o Inter é campeão do mundo com o Abel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-2305982115011371838?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/2305982115011371838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=2305982115011371838' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/2305982115011371838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/2305982115011371838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/04/porque-o-amor-e-uma-caixinha-de.html' title='Porque o amor é uma caixinha de surpresas...'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-8287803533654658775</id><published>2009-04-21T11:38:00.000-07:00</published><updated>2009-04-21T11:58:29.639-07:00</updated><title type='text'>Guarda o pinto, Pato! Esconde esse peru!</title><content type='html'>O Pato é meu gurizinho. No sentido futebolístico, claro. Gosto demais dele. É que nós dois explodimos juntos para o mundo da fama, cada qual com sua fortuna, sua ascensão meteórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando sério. Lembro do Pato com 16 anos no Beira-Rio, lá pelo meio de 2006, quando eu ainda trabalhava no O Sul e fazia setor do Inter eventualmente. Já se falava que ele era um fenômeno. Aí tinha aquele rolo do contrato. Ou fazia um novo, ou ficaria mofando no estádio, sem jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram algumas semanas de lenga-lenga. Lembro que nós falávamos com ele todo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô, guri de merda. Assinou ou não?&lt;br /&gt;- Não, ainda não. Pô, não aguento mais. Tem que resolver isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, o Pato ainda não tinha sido ensinado pelo empresário dele, o Gilmar Veloz, a falar as mesmas frases com as mesmas cinco ou seis palavras. Ele era mais fluente, falava o que queria, batia papo na boa. Bom guri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí o Pato assinou contrato. Aí o Pato começou a treinar com os profissionais. Aí o Pato acabou com os treinos. Aí o Pato detonou o Palmeiras na estreia. Aí o Pato foi campeão mundial. Aí o Pato foi vendido para o Milan. Aí o Pato começou a namorar a Stefany Britto. E aí o Pato resolveu mostrar o pau na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem. Pode ser montagem. É até provável que seja. Mas a questão é que tem uma mulher que tem um objetivo de vida e pretende ganhar dinheiro com ele: convencer famosos a mostrarem o fazedor de nhecnhec deles na webcam e depois colocar em um site. Tem lá a irmã da Sandy (o Júnior), o Diego, do Werder Bremen, alguns pseudo-famosos da Globo e agora o Pato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, meu querido Patinho, aí vai um conselho de quem gosta muito de ti: deixa de ser pato e esconde esse peru, guri. Guarda esse pinto. Ou a quantidade de trocadilhos será interminável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quiser ver, tá aqui: &lt;a href="http://www.glossx.blogspot.com/?zx=e6f4032133d870a7"&gt;http://www.glossx.blogspot.com/?zx=e6f4032133d870a7&lt;/a&gt; . Tem até o Ronaldo agora. Mas fica o aviso: pode ser prejudicial para filiados ao DEM, católico-cristãos e pessoas com risco de rumar à homossexualidade. No caso dos leitores deste blog, o terceiro grupo é mais frequente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não. Mentira minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-8287803533654658775?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/8287803533654658775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=8287803533654658775' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/8287803533654658775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/8287803533654658775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/04/guarda-o-pinto-pato-esconde-esse-peru.html' title='Guarda o pinto, Pato! Esconde esse peru!'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-3648561131404317405</id><published>2009-04-13T12:49:00.000-07:00</published><updated>2009-04-13T13:22:53.208-07:00</updated><title type='text'>Homenagem a Çandro Coelio</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-qh_y2XHGgM/SeOXoTAz1LI/AAAAAAAAACg/5vzOEXfOulo/s1600-h/carta+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324265903036290226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-qh_y2XHGgM/SeOXoTAz1LI/AAAAAAAAACg/5vzOEXfOulo/s320/carta+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Meu irmão é picareta. Compra e vende carros. Um gênio. Entre os clientes dele, pintam algumas celebridades, tipo o Marcelo Grohe. E o Sandro Coelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí tu me pergunta who the fuck é Sandro Coelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, meu rei, quanta desinformação. Trata-se do grande guitarrista do Tchê Garotos - sim, sim, é preciso ter um guitarrista. Mas vamos aos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu irmão comprou um carro dele. Na negociação, o pop star das bombachas não fez muita questão de resgatar uma carta gigante entregue por uma fã. Deixou o material lá, escanteado no banco de trás. E, sem perceber, acabou me oferecendo essa obra-prima da literatura epistolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não é só uma carta. É um manifesto. É um estudo antropológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos pela dislexia. A fã tem alguma dificuldade bizarra em completar as palavras. Imagino que não seja por causa do provável peso dela, tampouco pelo fato de ela (quase) certamente ter saído de Alvorada. Deve ser por causa da pouca idade mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não escreve sensacional: é sensional. Não escreve maravilhoso: é só mara. Questões relevantes, convenhamos, mas que se tornam bobagens ao lado de um "vocé" com acento agudo ou de uma frase brilhante, cheia de insinuações sexuais, como "perco a cabeça quando à vejo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, meu amigo, o nosso querido Sandro pode ser um ícone, mas não ao ponto de convencer as fãs de que é homem ou mulher. E nem ao ponto de elas aprenderem a usar uma crase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas calma, calma. Vem o melhor já, já. É que nossa escritora não poderia se furtar da originalíssima ideia de criar um poeminha com as iniciais do nome dele. Vamos aos versos, deixando de lado as correções. Seria preconceito linguístico, e eu estou longe, vocês sabem, de ser um sujeito preconceituoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente unico!&lt;br /&gt;A coisa mais linda que desiventou!&lt;br /&gt;Ninguém se compara ao Sandrinho!&lt;br /&gt;Digo e respeito o Sandrinho arrasa!&lt;br /&gt;Responsavel no que faz!&lt;br /&gt;O baixinho mas lindo do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Sandrinho ninguém pode!&lt;br /&gt;O que coisa linda!&lt;br /&gt;Ele arrasa no que faz!&lt;br /&gt;Lindo demais!&lt;br /&gt;Homem perfeito!&lt;br /&gt;O desejo das menininhas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, meu amigo, é um texto para marcar época. Reparemos em duas questões centrais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) A reinvenção linguística: unir "Deus inventou" em uma só palavra, aquela lindeza de "desiventou", é de deixar James Joyce e Guimarães Rosa com inveja. E por que escrever "digo e repito" se "digo e respeito" é muito mais significativo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) O afunilamento: repara bem, amigo. É um texto em ritmo crescente, que te avisa que chegará a um clímax de sufocar. No início, Sandrinho é "responsável no que faz". No fim, ele vira "o desejo das menininhas". A personagem claramente evolui no decorrer dos versos até alcançar um momento derradeiro coberto de glórias, de reconhecimento, de admiração carnal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sequência da carta tinha metros e metros de "te amo", em uma demonstração de que a fã oscila entre o concretismo, pela distribuição das palavras, e o parnasianismo, dado o trabalho físico dela para compor a homenagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sandro Coelho, você merece essa lembrança. E vocês, meus dois leitores, merecem uma foto dele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324272553607865122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_-qh_y2XHGgM/SeOdraUooyI/AAAAAAAAACo/7-21NUah-Ds/s400/coelho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-3648561131404317405?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/3648561131404317405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=3648561131404317405' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3648561131404317405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3648561131404317405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/04/homenagem-candro-coelio.html' title='Homenagem a Çandro Coelio'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-qh_y2XHGgM/SeOXoTAz1LI/AAAAAAAAACg/5vzOEXfOulo/s72-c/carta+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-3924862911265162148</id><published>2009-04-10T11:38:00.000-07:00</published><updated>2009-04-10T11:48:54.293-07:00</updated><title type='text'>Talvez eu tenha pecado</title><content type='html'>Djisus, negóseguinte: precisamos conversar. É que li uma ou outra coisa a teu respeito. Tua fortuna crítica, meu bruxo, é bastante ampla. Mas um dos esquemas que me recordo é um papo de não poder comer carne na sexta-feira santa, aquela que faz todo mundo se embriagar na quinta e chutar o balde na praia no fim de semana, porque aí vem o inverno, a galera hiberna, tudo perde a graça, nem a Lancheria do Parque fica aberta até tarde. Uma tristeza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu tenha pecado, Djisus. É que acordei meio grogue, efeito de não saber lidar com 70% de uma garrafa de vinho, e não tive a menor paciência de sair por aí a catar coisas não-carníferas. Abri minha geladeira e dei de cara com um queijo minas interessante. Pensei em um sanduíche. Na portinha ao lado da do queijo, me olhava com cara de "te quero" uma linda mortadela de peru. Light.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei, nos conceitos aí de cima, o que é exatamente carne. No meu conceito, mortadela de peru não é. Muito menos light. Mas deixo o amigo livre para argumentos em sentido contrário. Talvez eu tenha pecado, Djisus, mas tudo nesse mundo é uma questão de interpretação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estiver pensando em alguma vingança, Djisus, tudo bem, eu aceito. Afinal, essa parece ser tua função. Mas me coloca no fim da fila, porque tem coisas muito mais graves acontecendo no mundo. Pensa só: Victor &amp;amp; Léo, terremoto na Itália, o Grêmio pensando que o Diogo poderia ser o substituto do Rafael Carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja bacana, Djisus. Longe de mim usar ameaças como resposta a vinganças, mas te liga, ou no ano que vem eu meto um boizinho na brasa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-3924862911265162148?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/3924862911265162148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=3924862911265162148' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3924862911265162148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3924862911265162148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/04/talvez-eu-tenha-pecado.html' title='Talvez eu tenha pecado'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-836471450487917075</id><published>2009-03-31T21:20:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T21:30:00.528-07:00</updated><title type='text'>Salve a seleção</title><content type='html'>É a primeira vez na vida que tenho a experiência antropofágica (não é antropológica, é antropofágica mesmo!) de cobrir a seleção. Prometo nunca mais resmungar para a correria de finais de campeonatos, aperto nas salas de entrevistas de Olímpico e/ou Beira-Rio, suador. Já trabalhei, e muitas vezes, mais do que estou trabalhando agora, mas nunca foi tão foda ouvir uma palavra dos boleiros. São, literalmente, dezenas de repórteres amontoados em cada jogador. E tem de tudo: desde cinco repórteres da Globo ao mesmo tempo até os caras do CQC, passando pela TV TAM (!). O negócio é caprichar no cotovelo, enfiar o pescoço na frente das câmeras e ligar o "foda-se".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é massa. O ambiente que envolve a seleção faz com que pipoquem matérias legais. É outro público. Tudo tem cara de novidade, ainda mais aqui em Porto Alegre, onde a seleção vem uma vez a cada quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora o fato de que nada paga você estar distraído atrás do gol, pensando no que vai escrever, e de repente olhar para o campo e ver que o Adriano se prepara para bater uma falta na sua direção, com aquela perna esquerda que só quem acompanha futebol sabe o que pode fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-836471450487917075?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/836471450487917075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=836471450487917075' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/836471450487917075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/836471450487917075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/03/salve-selecao.html' title='Salve a seleção'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-8606566566946473999</id><published>2009-03-31T21:16:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T21:20:02.226-07:00</updated><title type='text'>Frase</title><content type='html'>Frase genial de um querido amigo igualmente genial (e ateu) para sua namorada judia sobre o caminho religioso que um eventual rebento do casal poderá seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vou deixar que nenhum rabino safado coloque a mão no pau do meu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gênio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-8606566566946473999?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/8606566566946473999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=8606566566946473999' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/8606566566946473999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/8606566566946473999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/03/frase.html' title='Frase'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-2356281964137537846</id><published>2009-03-26T18:50:00.000-07:00</published><updated>2009-03-26T18:59:37.438-07:00</updated><title type='text'>Cozinha</title><content type='html'>"Cara, eu já disse que é pra tu parar com isso. Eu vou te demitir. Tu vai voltar pra Esteio, pra aquela bosta de lugar lá que tu trabalhava. Tu gostaria que ficassem passando as mãos na tua mãe? Ou na tua irmã? Ela já disse que não gosta disso. Continua fazendo por quê? Nunca vi disso na vida. Deixa a menina em paz. Se ela quisesse que tu passasse a mão nas pernas dela, nos "peito" dela, ela não tava com essa cara aí. Não faz mais isso. É a última vez. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discurso irritado do dono do Cerillo a um funcionário dentro da cozinha esta semana, acho que na terça-feira. Eu almoçava a metros, poucos metros, de distância da cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom ambiente de trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-2356281964137537846?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/2356281964137537846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=2356281964137537846' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/2356281964137537846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/2356281964137537846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/03/cozinha.html' title='Cozinha'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-7972579112297280269</id><published>2009-03-24T22:06:00.001-07:00</published><updated>2009-03-24T22:13:19.285-07:00</updated><title type='text'>16:16</title><content type='html'>Houve um tempo em que fui perseguido por sujeitos que carregavam tartarugas de pelúcia. E eu não tô brincando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um período, logo no início da faculdade, tinha uma pessoa carregando uma tartaruga de pelúcia em todo canto que eu ia. Eu inclusive lembro de um dia estar dentro de um ônibus pensando que desde aquela manhã eu não tinha visto nenhum maldito vendedor de tartaruga de pelúcia. Feliz, sabe? E aí foi só olhar pela janela e ver o vendedor e sua tartaruga e suas pelúcias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durou, sei lá, umas duas semanas. E nunca mais aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora voltou a ocorrer um troço estranho nessa minha vida de estranhices. Todos os dias, mas todo santo dia mesmo, eu olho para o relógio e são 16:16.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, claro que isso não acontece de manhã, durante o Jornal Nacional ou no meio da madrugada. É no horário certo. Mas não significa que não seja bizarro. Nada de 16:15 ou 16:17. Sempre 16:16.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu nem olho tanto assim pro relógio - que, na prática, é o celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um número bacana, pelo menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-7972579112297280269?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/7972579112297280269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=7972579112297280269' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7972579112297280269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7972579112297280269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/03/1616.html' title='16:16'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-4855600038171979590</id><published>2009-03-23T12:56:00.000-07:00</published><updated>2009-03-23T13:07:50.404-07:00</updated><title type='text'>Mentiras não vendem mel</title><content type='html'>Armazém aqui ao lado de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alemão, esse mel aqui é bom?&lt;br /&gt;- Bom, sim. Muito bom. Vem lá do interior.&lt;br /&gt;- E me diz uma coisa: ele cristaliza ou fica assim líquido?&lt;br /&gt;- Não, não cristaliza, não.&lt;br /&gt;- Tem certeza, alemão?&lt;br /&gt;- Tenho. É o mel que eu como. Fica meses sem cristalizar.&lt;br /&gt;- Ah, que pena. Eu tô com uma receita de um doce e preciso de mel cristalizado. Não acho em lugar nenhum. Mas valeu, alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detalhe: eu já comprei aquele mel, e ele cristaliza rapidinho. Mentiras não vendem mel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-4855600038171979590?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/4855600038171979590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=4855600038171979590' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4855600038171979590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4855600038171979590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/03/mentiras-nao-vendem-mel.html' title='Mentiras não vendem mel'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-972635092386665040</id><published>2009-03-22T19:38:00.000-07:00</published><updated>2009-03-23T09:01:46.449-07:00</updated><title type='text'>Grandes teses: furadas</title><content type='html'>Li 150 de umas 600 páginas do "Grande sertão: veredas". A conclusão de que é absolutamente brilhante é desnecessária. Mais importante é chegar a dois pontos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Riobaldo é homossexual. Não tem nada a ver esse papo de que ele tem interesse em Diadorim porque, na real, é uma mulher vestida de homem. Nada disso. O Guimarães Rosa, gênio, dá toques de que o sujeito é gay desde o início do livro, em situações paralelas à relação dele com Diadorim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Riobaldo narra a história para o próprio Guimarães Rosa. O doutor a quem ele se refere, contando em detalhes a vida do sertão, é o próprio escritor. É uma referência à pesquisa e até, sei lá, a entrevistas que o mineiro deve ter feito para criar o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tudo nesse mundo é relativo, não tem fuga: é impossível provar, mas refutar também o é. Vale lembrar que o escritor concedeu raras entrevistas e que os familiares dele ainda estão se estapeando por causa do diário que ele deixou. Alguns querem publicá-lo, outros se recusam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem que divulgar, até para eliminar raciocínios sem sentido como esses aí de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDITADO: Injustiça com Riobaldo. Ele se firuleava com o Menino, quando criança, e depois com Reinaldo. E ambos são Diadorim. Logo, o único "homem" pelo qual ele se interessa é mesmo Diadorim, que, na real, é uma mulher. O fato de ele se relacionar com moçoilas ao longo da narrativa e de contar tudo na boa tudo sobre Diadorim ao interlocutor (com questionamentos, mas sem vergonha) indicam que ele não é homossexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma obra-prima, 50 páginas fazem muita diferença. Guimarães Rosa me enrolou feito carretel. Mania de escrever sobre o livro antes de terminá-lo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-972635092386665040?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/972635092386665040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=972635092386665040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/972635092386665040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/972635092386665040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/03/grandes-teses-furadas.html' title='Grandes teses: furadas'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-4783943821619020264</id><published>2009-03-19T21:33:00.000-07:00</published><updated>2009-03-19T21:40:49.951-07:00</updated><title type='text'>Fritando as batatinha</title><content type='html'>O sujeito não vai perceber minha aproximação. Serei discreto, quase invisível. Enroscarei meu pé direito, tamanho 43/44, nas pernas dele. Ele tropicará, dará dois ou três passos desengonçados e enfim cairá. Quando ele chegar ao chão, receberá o primeiro chute, na lateral da cabeça, para que já fique zonzo. Assim, evitarei a reação dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, com a parte inferior do pé, quase na altura do calcanhar, pisotearei o rosto dele. Uma, duas, três, quatro vezes. Não ligarei para o sangue. Nada evitará que eu me abaixe para soqueá-lo na barriga, naquele ponto que machuca os órgão internos. Vou lembrar daquele bom filme "Uma outra história americana" ao levar o corpo quase desmaiado dele até o cordão da calçada. A boca dele ficará ali, com os dentes mordendo o concreto, quando eu pisar acima da nuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois, pretendo esquartejá-lo. Em umas 25 ou 30 partes. Só pelo prazer mesmo, porque eu vou queimar o corpo. Quando ficar só em cinzas, ele será arremessado no Arroio Dilúvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que acontecerá se o cara que fala "só no fim do dia, tô fritando as batatinha" aparecer na minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu simplesmente não suporto mais esse comercial. Meu, que coisa chata!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-4783943821619020264?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/4783943821619020264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=4783943821619020264' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4783943821619020264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4783943821619020264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/03/fritando-as-batatinha.html' title='Fritando as batatinha'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-3812072942110759074</id><published>2009-03-17T15:00:00.001-07:00</published><updated>2009-03-17T15:11:49.571-07:00</updated><title type='text'>Não fala, não ouve, não vê</title><content type='html'>O único defeito de "3 Macacos" é a dificuldade do diretor em encerrar o filme. Ele tem dois finais perfeitos, espalhados pela tela, clamando por um fade definitivo. E nada. Alguns diretores sofrem desse mal. Parecem ter pena de terminar tudo. Teimam em colocar mais uns dez minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, é um filme brilhante. E especialmente pela direção. Os enquadramentos são econômicos. As cores também. "3 Macacos" é escuro, lento, quase parado. E parece ter cada segundo pensado minuciosamente. Sempre tem algo de fundo, às vezes chamando mais a atenção do que a personagem em primeiro plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um filme sobre a indiferença, sobre ignorar algumas coisas para viver em paz - "ventilai as consciências", diria o Machado. E é, mais do que tudo, sobre os limites do suportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque colocar as mãos sobre os olhos, a boca e os ouvidos, feito o macaquinho, pode ser mais doloroso do que escancarar tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-3812072942110759074?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/3812072942110759074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=3812072942110759074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3812072942110759074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3812072942110759074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/03/nao-fala-nao-ouve-nao-ve.html' title='Não fala, não ouve, não vê'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-6371563594722446562</id><published>2009-03-15T17:18:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T17:32:16.116-07:00</updated><title type='text'>Ah, eu sou gaúcho</title><content type='html'>Já reparou que assimilamos algumas coisas na vida sem nunca questioná-las, né? Pois é. Dias desses, estava eu pensando sobre esse papo de os gaúchos formarem o povo mais culto do Brasil. Joguei os pensamentos prum lado, joguei os pensamentos pro outro. E aí cheguei a uma conclusão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cumé?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lorota, velhinho. Uma bela conversa para boi dormir. Eu parto de um pressuposto: para ser culto, um povo tem que assimilar cultura. Tá, beleza, mas como diabos saber se um povo assimila cultura? Acho que uma forma de medir é pela produção cultural. Não te parece lógico? Assimilar coisas boas leva a boas produções. Se produz bem, assimilou bem em algum momento. Se assimilou bem, adquiriu uma bagagem cultural, que é o que produz esse conceito vago e engravatado de "culto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí que entra a questão. O que é que nós produzimos de relevante mesmo? O Jorge Furtado? O Nei Lisboa? O(s) Verissimo(s)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sim, todos muito bons, especialmente o Erico. Mas o povo mais culto do Brasil não deveria ter feito muito mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas nós tivemos a Elis Regina. Sim, que era tão gaúcha quanto o Renato Portaluppi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na real, o que de melhor se produziu em solo verde-amarelo está no Rio. O gênio máximo da nossa literatura é o Machado. Carioca. O gênio máximo da nossa música é o Chico. Carioca. O gênio máximo do nosso cinema é o Glauber Rocha. Baiano, mas que passou bom tempo no Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e nem vou enveredar na história de o povo mais culto também ser o mais politizado do Brasil. E, veja só, criou os piores ditadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, eu sou gaúcho, mas com ressalvas. Que não sirvam todas as nossas façanhas de modelo a toda a terra. Só algumas delas, por favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-6371563594722446562?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/6371563594722446562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=6371563594722446562' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/6371563594722446562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/6371563594722446562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/03/ah-eu-sou-gaucho.html' title='Ah, eu sou gaúcho'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-1718509518534951606</id><published>2009-03-10T13:58:00.001-07:00</published><updated>2009-03-10T14:17:06.849-07:00</updated><title type='text'>Trágicos</title><content type='html'>A música deveria ter umas regras mais ou menos claras. Eu sugeriria a proibição do drama aos rockeiros, à turma do pop, aos sertanejos, funkeiros e pagodeiros. Até à galera do blues, de repente. Drama não na música, mas na vida. Sem essa de drogas, suicídios e desconfianças de que a mulher é a culpada de tudo. Porque o fundo do poço fica bonito mesmo é no jazz. Sujeitos como o Benny Goodman ou o Dizzy Gillespie, ambos gênios, seriam ainda mais imortais se não tivessem cometido a ousadia de viver uma vida normal - claro, normal dentro dos parâmetros desse pessoal naturalmente maluco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque jazzista precisa ser sofrido, maltratado. Tem que ser marginal mesmo, se alimentar de drogas, de bebida barata. Tipo a Billie Holliday, que era prostituta e chegou a ser presa por ter sido estuprada (ou por terem tentado, não lembro). Tipo o Chet Baker, que um belo dia desabou da janela de um hotel em Amsterdã. Tipo o Charlie Parker, destruído pela heroína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagina. Vai dizer que não é muito mais poético o Chet Baker, que fez a música mais doce que um ouvido humano pode receber, morrer caindo de uma janela do que, sei lá, o Axl Rose ou o, argh, Daniel? E é aquilo: nenhuma graça em saber que a Elba Ramalho morreu de overdose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa melancolia, essa dor, esse drama todo deveria ser restrito, por decreto-lei, ao jazz. É que casa tão bem com o estilo. Sei lá, talvez seja uma sensação que os instrumentos de sopro passem. Sax, trompete, todas essas engechocas me soam sempre tristes. Elas parecem pedir uma overdose ou um suicídio. É por isso que o som é tão bonito. Porque o triste, na arte, é muito mais bonito do que o alegre. A melhor música é triste. A melhor literatura é triste. O melhor cinema é triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque são simulacros da vida. Se no nosso cotidiano o bacana mesmo é ser alegre, que graça teria se a arte fosse no mesmo tom? Tem que ter aquele leve desvio que nos faça viajar. Tem que ser parecido, mas diferente. Real, mas fantasioso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-1718509518534951606?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/1718509518534951606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=1718509518534951606' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/1718509518534951606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/1718509518534951606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/03/tragicos.html' title='Trágicos'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-4875080358359460473</id><published>2009-03-05T13:35:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T13:36:39.844-08:00</updated><title type='text'>Marketing</title><content type='html'>Em Canoas, uma dessas bibocas que fazem tatuagem. Na frente, uma placa. Na placa, a genialidade: 'Furam-se narizes'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-4875080358359460473?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/4875080358359460473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=4875080358359460473' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4875080358359460473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4875080358359460473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/03/marketing.html' title='Marketing'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-796062728666422451</id><published>2009-02-07T08:46:00.001-08:00</published><updated>2009-02-07T08:56:08.196-08:00</updated><title type='text'>A puta e Olívio, ambos colorados</title><content type='html'>Um querido amigo, desses que têm o mau hábito de ler esse blog, foi quem me falou da puta colorada. Na real, não tem nada de excepcional ela ser uma puta colorada. Toda puta gaúcha é colorada ou gremista. E toda colorada, se assim desejar, pode ser puta. Normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O massa da história é ela ser uma puta vestida de colorada. Ela trabalha, ali pelo Menino Deus, com a camisa do Inter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica no ponto devidamente trajada com o uniforme vermelho. Aí vem a pergunta básica: e os clientes gremistas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tricolores devem se dividir em três alas. Na primeira, a turma que não liga. Na segunda, os mais fanáticos, que trocam de moçoila ao ver a camisa. Na terceira, os sujeitos que vão lá, contratam o serviço da menina e no dia seguinte, com um palito no canto da boca, dizem aos amigos em um boteco sujo que foderam o Inter. Nojentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da puta colorada me lembrou o Olívio Dutra. Em uma daquelas matérias da Zero Hora em tempos de eleições, o bigodudo recebeu a reportagem vestindo a camisa do Inter. A Judith, esposa dele, deu o conselho natural: trocar de roupa, sob pena de incomodar eventuais eleitores gremistas. E o petista não aceitou. Ficou como estava, todo colorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A puta e o Olívio não têm em comum apenas uma roupa vermelha. O que os une mesmo, a boniteza do esquema, é a paixão irredutível pelo clube, capaz de derrotar até o marketing necessário na profissão que cada um escolheu - e que talvez sejam as carreiras mais parecidas do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-796062728666422451?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/796062728666422451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=796062728666422451' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/796062728666422451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/796062728666422451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/02/puta-e-olivio-ambos-colorados.html' title='A puta e Olívio, ambos colorados'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-1418670604005602026</id><published>2009-02-07T08:37:00.000-08:00</published><updated>2009-02-07T08:44:09.553-08:00</updated><title type='text'>Mais Cortázar</title><content type='html'>Aurora, primeira mulher do Cortázar, encontrou textos inéditos do mestre em uma cômoda. Não sei quando foi exatamente, mas é estranho que só seja publicado em maio próximo, mais de 25 anos após a morte dele - ocorrida em 12 de fevereiro de 1984, em Paris. São novos textos ficcionais, autoentrevistas e poemas. Uma joia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem algo estranho aí. Não faz sentido tanta demora. Talvez, sei lá, tenha sido o tempo necessário para cicatrizar a separação do casal. O Vargas Llosa diz que Aurora acompanhou Cortázar no período mais criativo da vida dele. Com a segunda esposa, Carol Dunlap, o peruano comenta que o argentino foi mais feliz, mas menos talentoso. Na real, é ressentimento político do Llosa. Com Carol, Cortázar tornou-se mais esquerdista, mais panfletário de questões sociais - exatamente o oposto de Llosa, um direitista moderado, mas direitista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, Aurora esteve ao lado do Cortázar na morte dele e agora faz o favor de largar esse material nas mãos de um pesquisador. Isso é o principal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-1418670604005602026?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/1418670604005602026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=1418670604005602026' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/1418670604005602026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/1418670604005602026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/02/mais-cortazar.html' title='Mais Cortázar'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-7120517589826366986</id><published>2009-01-31T06:53:00.000-08:00</published><updated>2009-01-31T07:10:47.896-08:00</updated><title type='text'>Sam Mendes, sempre bom, se repete</title><content type='html'>O Sam Mendes só faz filmes bons e, creio eu, assim será até o fim da carreira dele. O problema é que ele deu o "azar" de criar sua obra-prima de cara, já no primeiro filme. Beleza Americana, com a liberdade de ser exagerado, me parece a grande obra dos últimos dez anos - é de 1999. Aí é natural que ele seja assombrado pela personagem magnífica do Kevin Spacey e por toda aquela trama tão bem amarrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, ele fez três filmes que oscilam entre o interessante e o muito bom. O melhor é Estrada para a Perdição. Soldado Anônimo tem grandes momentos, mas não é tão completo. E esse Foi apenas um Sonho, em cartaz nos cinemas, é o que mais dialoga com Beleza Americana. O sujeito maluco é um misto do que foram, há dez anos, Lester (Spacey) e Ricky (baita atuação de Ricky Fitts). Algumas cenas são similares - as conversas na mesa de jantar, em que os talheres, tocando os pratos, falam mais do que as pessoas; a indiferença que parece prestes a virar explosão; e, especialmente, as imagens de partes da casa vazias, de uma limpeza impecável, como acontece com a mãe de Ricky em Beleza Americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais bacana de Foi apenas um Sonho são as imagens da estação de trem. O Sam Mendes faz poesia visual. Os filmes dele efetivamente carregam a ideia de fotografia. Há quem ache forçado. Eu acho que poesia espontânea é sorte, não poesia. Sempre será forçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fazer um filme genial como Beleza Americana, Sam Mendes colocou sobre os ombros o fardo de ser um diretor que se repete. Se fosse ao contrário, se ele tivesse feito uma penca de filmes bons antes e aí criasse Beleza Americana, diríamos que ele aprimorou seu estilo com o passar dos anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-7120517589826366986?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/7120517589826366986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=7120517589826366986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7120517589826366986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7120517589826366986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/01/sam-mendes-sempre-bom-se-repete.html' title='Sam Mendes, sempre bom, se repete'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-82365137642896352</id><published>2009-01-28T06:12:00.000-08:00</published><updated>2009-01-28T06:15:33.622-08:00</updated><title type='text'>Coletivizar a vergonha</title><content type='html'>Certa vez, em uma aula de Literatura Comparada, a professora pediu que eu lesse um texto em voz alta. Assim o fiz. Um porém no meio do caminho: li "ejaculação" em vez de "elaboração".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras que o pessoal da Letras acha a turma do Jornalismo tão estranha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-82365137642896352?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/82365137642896352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=82365137642896352' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/82365137642896352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/82365137642896352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/01/coletivizar-vergonha.html' title='Coletivizar a vergonha'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-874117009674200167</id><published>2009-01-21T08:43:00.000-08:00</published><updated>2009-01-21T09:13:55.298-08:00</updated><title type='text'>Filosofia barata</title><content type='html'>Eu acho isso muito maluco. Por exemplo: você vai numa loja e compra, sei lá, um Chevette zero quilômetro. Aí, passado um tempo, você troca uma peça dele. Passado mais algum tempo, troca outra. E assim vai. Passados 20 anos, absolutamente todas as peças foram trocadas. Aí vem a pergunta: é o mesmo Chevette da época em que você o comprou? Não lembro a resposta que o Essencialismo Mereológico dá à questão. Também não sei se eu cheguei a alguma conclusão. Na real, me parece uma discussão muito mais de aura do que de matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Em "A vida breve", o Onetti escreve um negócio muito bacana. Em uma conversa com a ex-mulher, Brausen, a personagem principal, diz que está encerrando uma vida. Gertrudis argumenta que ele é muito novo para pensar nisso. E aí ele explica que não está dando fim à vida, e sim a uma vida. E que vai começar outra. A tese dele é de que não temos uma única vida, e sim várias dentro de um conjunto. Como se fossem sub-vidas, saca? Cada vez que ocorre uma mudança radical, iniciamos outra vida - mudar de cidade, trocar de emprego, encerrar um namoro e começar outro, matar alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando li isso, pensei na ideia do Essencialismo Mereológico. Somos como o Chevette zero quilômetro comprado há 20 anos. Assim como ele, vale questionar se somos o mesmo ou se somos outro. E em nós fica ainda mais palpitante essa questão de aura ou de matéria. Porque, na real, ambas mudam radicalmente com o tempo. O Alexandre de sete anos atrás, estudante de jornalismo, morador de Canoas, namorado de uma arquiteta, leitor de Erico, não é o mesmo Alexandre de agora, formado, que escreve sobre futebol, mora em Porto Alegre, namora uma menina da Letras, vê os livros do Erico ganharem poeira. Mas também não é totalmente outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o Onetti, com a ideia das sub-vidas do Brausen, resolva bem a dúvida do Essencialismo Mereológico. Ou talvez só fuja um pouco mais de uma pergunta que parece não ter resposta. Mas o bacana é que faz pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci ontem um conto do Luis Fernando Verissimo no Sarau do Ocidente que se encaixa um pouco com a ideia. É de uma barata que se transforma em uma mulher - o oposto, claro, da Metamorfose, do Kafka. Lá pelas tantas, o escritor questiona o seguinte: como pode o ser humano viver tendo a certeza da morte? Que genial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as bub-vidas do Onetti/Brausen, fica um pouco mais fácil se enganar, pelo menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-874117009674200167?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/874117009674200167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=874117009674200167' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/874117009674200167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/874117009674200167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/01/filosofia-barata.html' title='Filosofia barata'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-1108725922912995392</id><published>2009-01-06T17:16:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T17:21:18.486-08:00</updated><title type='text'>Ideias* que eu gostaria de ter</title><content type='html'>Aí dia desses, com todos os graus do mundo no calorão lá de fora, eu peguei um T1. Pior situação. Mas eis que eu olho para um daqueles "Poemas no Ônibus" e encontro o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;calos&lt;br /&gt;Drummond&lt;br /&gt;de andar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu, que coisa genial! Restou, entre uma gota e outra de suor, aquele velho sentimento de "por que eu não tive essa ideia* antes?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Reparem que estou aderindo à nova ortografia. Deixo minha solidariedade com as palavras terminadas em "éia".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-1108725922912995392?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/1108725922912995392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=1108725922912995392' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/1108725922912995392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/1108725922912995392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/01/ideias-que-eu-gostaria-de-ter.html' title='Ideias* que eu gostaria de ter'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-7893626534646609302</id><published>2009-01-06T13:55:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T14:23:09.004-08:00</updated><title type='text'>Matemática</title><content type='html'>Eu acho que um grande escritor precisa ser quase um matemático. Fazer Literatura não é só ordenar palavras. Isso até o Paulo Coelho faz. O que pega mesma é esse negócio meio subjetivo chamado ritmo. Na minha minúscula opinião, é a qualidade máxima de um bom texto. Fica acima de tudo, especialmente do enredo. E ter ritmo significa fazer Matemática. Significa unir dois elementos básicos: tempo e espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crime e Castigo não é genial só por causa da profundidade psicológica do Raskólhnikov, talvez ainda sem parâmetro em qualquer outra criatura já elaborada por essas mentes perturbadas. Tem muito mais ali. O grande lance mesmo é que o Dostoiévski cria uma personagem complexa dentro de uma estrutura narrativa que é uma aula de Matemática. O ritmo é policialesco. Cada capítulo encaixa no outro como mãos de namorados, mesmo que o foco esteja em personagens diferentes. Isso é saber distribuir a história no espaço adequado. E o leitor, coitado, não consegue largar o livro, porque é impedido pelo jogo de clímax do russo barbudo. Quando o sujeito pensa que, ufa, vai respirar, vem outra cutucada. A tensão fica para o fim de cada capítulo e sempre remete ao outro. E isso é distribuição temporal. É Matemática dentro de uma obra que esparrama psicologia - ao ponto de o Niezsche dizer que ele é o único psicólogo com algo a ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Kafka, quando abre os livros dele com o pico do enredo e aí começa a espreguiçar a história, está fazendo Matemática. Tirar o fôlego logo de cara para aguçar uma curiosidade secundária só é possível com ritmo. O Cortázar, também por essa habilidade de cair o queixo ao lidar com tempo e espaço, faz o processo contrário. Ele transforma o corriqueiro em claustrofobia. E é aos poucos, de mansinho, com uma palavrinha aqui, outra ali. Quando menos percebemos, pffff, estamos quase lambendo as páginas de tão mergulhados. Os finais do Kafka são inícios cortazianos. Os finais do Cortázar são inícios kafkanianos. Opostos, mas com o mesmo âmago: o ritmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o Dostoiévski, tem outra coisa. Ele estava em um paredão, com uma espingarda apontada para a cabeça dele, pronto para ser fuzilado, quando chegou uma ordem superior pedindo o cancelamento da pena. Questão de segundos! Aí ele foi despejado para o Sibéria, onde teve tempo (mas não espaço) de sobra para pensar em quase tudo que escreveu. Incluindo Crime e Castigo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-7893626534646609302?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/7893626534646609302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=7893626534646609302' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7893626534646609302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7893626534646609302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2009/01/matemtica.html' title='Matemática'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-3642184719991086023</id><published>2008-12-30T06:28:00.000-08:00</published><updated>2008-12-30T06:35:12.034-08:00</updated><title type='text'>Copolla</title><content type='html'>O Grêmio fazia o primeiro jogo da final da Libertadores com o Boca. Eram uns 25, 30 minutos do segundo tempo. Eu, sentado numa bancadinha da Bombonera, cercado de xeneizes enlouquecidos, vivia os minutos mais atucanantes da minha vida. Para quem faz crônica de jogo para internet, esse é o momento crítico. Tem que fechar o texto de uma vez e rezar para que não aconteça mais nada na partida. E, no caso, era uma final de Libertadores. Na Bombonera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí estava eu, no auge da minha atucanação, quando a minha namorada da época, a Gabi, começa a me chamar enlouquecidamente no MSN. Motivo: ela vira na tevê que o Copolla estava na Bombonera. A sugestão dela era que eu largasse tudo e catasse o cineasta para conseguir um autógrafo. Eu, óbvio, bufafa de brabeza. Aquilo era hora de pedir pra eu conseguir autógrafo???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois ontem, pela primeira vez, eu vi Apocalypse Now de ponta a ponta. E percebi que a Gabi estava coberta de razão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-3642184719991086023?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/3642184719991086023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=3642184719991086023' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3642184719991086023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3642184719991086023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/12/copolla.html' title='Copolla'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-7760004240331917577</id><published>2008-12-25T15:47:00.000-08:00</published><updated>2008-12-25T15:49:45.571-08:00</updated><title type='text'>Espírito natalino</title><content type='html'>O que eu acho mais bonito no Natal são as referências cristãs, esse reencontro com a espiritualidade, com a crença em algo superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na casa vizinha à que estávamos na praia, as pessoas cantavam (algumas, eu vi, dançavam) o "créu" à meia-noite do dia 24 para o dia 25.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-7760004240331917577?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/7760004240331917577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=7760004240331917577' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7760004240331917577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7760004240331917577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/12/esprito-natalino.html' title='Espírito natalino'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-4013470472088497403</id><published>2008-12-16T12:52:00.000-08:00</published><updated>2008-12-16T13:01:24.178-08:00</updated><title type='text'>Capitão Woody Allen</title><content type='html'>Para ser igual ao Juremir e falar mal de quem é unanimidade, é preciso ter talento. Não é o meu caso. Mesmo assim, coloco o escudo, visto a armadura e ouso questionar o Woody Allen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que ele seja ruim. Ele é bom. Sempre bom. E, nesse meu gosto questionável, jamais além de bom. Ele é igual ao Tcheco. O Tcheco vai bem em quase todos os jogos. Mas nunca é genial. O máximo que faz é dar dois ou três passes de visão, mas nunca aqueles lances de assombrar. O Woody Allen também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;Noivo Neurótico, Noiva Nervosa&lt;/em&gt;, por exemplo. A cena da fila do cinema é excelente. A cena em que ele transa com a mulher enquanto a alma dela fica sentada na cadeira também. Mas o filme todo, acho que um dos melhores dele, é só bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que nunca dei uma nota maior do que sete para o Tcheco nas minhas crônicas de jogo. E acho que nunca vi um filme do Woody Allen que, traduzido para a linguagem superior do futebol, valesse mais do que sete. Se jogasse bola, o cineasta seria capitão do Grêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só espero não perder amigos por causa disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-4013470472088497403?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/4013470472088497403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=4013470472088497403' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4013470472088497403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4013470472088497403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/12/capito-woody-allen.html' title='Capitão Woody Allen'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-830938686786272876</id><published>2008-12-14T13:41:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T13:49:19.632-08:00</updated><title type='text'>Paga pouco, mas diverte</title><content type='html'>O que eu mais gosto na Folha é a liberdade para tiradinhas engraçadas. Aqui em Porto Alegre, terra do jornalismo chato (culpa de um público leitor ainda mais chato), é proibido. Tem que ser tudo sério, sem sorrisos, de terno e gravata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando. Neste domingo, a Folha traz uma materinha muito curiosa sobre o aumento no consumo de papel higiênico no Brasil. Só a China cresce mais nesse quesito. Aí no meio do texto a repórter larga o seguinte parágrafo, que já faz valer o investimento de R$ 5,80 no jornal dominical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Resta saber se a crise internacional, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou na semana passada a uma diarréia, não derrubará a renda da população e acabará diminuindo o consumo de papéis sanitários no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repara bem. O parágrafo é totalmente desnecessário. É óbvio que a crise internacional pode ter efeito econômico no Brasil e o consumo de mil e um produtos, entre eles o papel higiênico, corre o risco de diminuir. Mas a repórter precisava fazer a brincadeirinha com a diarréia. E fez bem. E o editor leu e liberou. E todos foram felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse na Zero Hora...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-830938686786272876?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/830938686786272876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=830938686786272876' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/830938686786272876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/830938686786272876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/12/paga-pouco-mas-diverte.html' title='Paga pouco, mas diverte'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-3396373287685013477</id><published>2008-12-12T06:12:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T06:15:56.222-08:00</updated><title type='text'>Ficar no teu corpo feito tatuagem</title><content type='html'>A moça andava na minha frente, alguns graus de atucanação mais lenta do que eu. Ao lado dela, um rapaz. As mãos dadas eram a ponte entre os dois. Nas costas dela, quase na altura da cintura, uma tatuagem. "André: te amo mais do que tudo, te amo por todo o sempre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que ela olha para o rapaz e diz: "Mas, Pedro, ir pela Loureiro não é mais longe?".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-3396373287685013477?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/3396373287685013477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=3396373287685013477' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3396373287685013477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3396373287685013477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/12/ficar-no-teu-corpo-feito-tatuagem.html' title='Ficar no teu corpo feito tatuagem'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-9188791687026760872</id><published>2008-11-29T14:14:00.001-08:00</published><updated>2008-11-29T14:21:18.887-08:00</updated><title type='text'>Gabiru ex machina</title><content type='html'>Saca aquele esquema de Deus ex machina que a Literatura e o Cinema adoram? É quando o sujeito que criou o enredo se enrolou muito e não tem o que fazer. Aí ele cria uma situação absurda para fechar a história e depois fica com ar de cult. Tipo a carruagem de fogo que leva a Medéia embora depois de ela matar os filhos e atazanar meio mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu tava pensando, em meio a uma conversa com uma amiga. O gol do Gabiru é um final ex machina para a vida do Inter. Porque Deus não curte muito essa história de final comum. Deus não escreveria novelas para a Globo. Aí pensa comigo. Para ter um final feliz dentro dos contextos normais de final feliz naquele jogo, o que seria bacana? Um gol do Pato, talvez. O gênio surgindo e dando o título. Bonito, né? Mas o Pato foi mal, deu lugar ao Luiz Adriano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, melhor ainda, um gol do Fernandão. Mas o capitão se machucou. Teve que sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí entrou o Gabiru. E fez o gol. E o Abel (ou Deus, vai saber) imitou Eurípides. O gol do Gabiru foi um desfecho totalmente Deus ex machina. O Gabiru é a carruagem de fogo do Inter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-9188791687026760872?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/9188791687026760872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=9188791687026760872' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/9188791687026760872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/9188791687026760872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/11/gabiru-ex-machina.html' title='Gabiru ex machina'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-6224634724188637496</id><published>2008-11-29T14:07:00.000-08:00</published><updated>2008-11-29T14:13:58.480-08:00</updated><title type='text'>Não chore ainda, não, que eu tenho um violão</title><content type='html'>Se eu fosse o Chico Buarque, faria uma música para minha vizinha. OK, se eu fosse o Chico Buarque, não moraria na Jacinto Gomes, aí não conheceria a moça e, logo, não faria uma música para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a menina chora todos os dias. Alguns dias, o dia todo. Chora, chora e chora. Mas chora afu mesmo. Chora a ponto de eu ouvir. E depois de muito chorar, ela liga para o namorado, meu vizinho que anda de bicicleta vestido de ninja (meus vizinhos são bizarros) e se lava em soluços, reclamações e súplicas. Geralmente, grita "Douglas, pára de fazer isso comigo, pára!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que meu vizinho ciclista-ninja faz de mal. Talvez dê em cima da mãe dela, participe de rituais de magia negra ou seja presidente de um fã-clube do John Denver. Sei lá. Mas a menina chora. Ao ponto de eu ouvir. Ao ponto de o Chico Buarque, se morasse aqui, pensar em fazer uma música para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De minha parte, o máximo a fazer é diminuir o volume do som quando ela está chorando e a música é triste. Longe de mim querer criar a trilha sonora de um eventual suicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chico que o faça. Mas ele não mora aqui...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-6224634724188637496?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/6224634724188637496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=6224634724188637496' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/6224634724188637496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/6224634724188637496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/11/no-chore-ainda-no-que-eu-tenho-um-violo.html' title='Não chore ainda, não, que eu tenho um violão'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-4146131258269974795</id><published>2008-11-19T09:47:00.000-08:00</published><updated>2008-11-19T09:51:58.586-08:00</updated><title type='text'>Raciocínio</title><content type='html'>Tubarões transam com baleias. Nascem golfinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-4146131258269974795?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/4146131258269974795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=4146131258269974795' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4146131258269974795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4146131258269974795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/11/raciocnio.html' title='Raciocínio'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-7764258143569709177</id><published>2008-11-18T15:55:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T16:04:30.152-08:00</updated><title type='text'>;</title><content type='html'>Um dia eu vou criar coragem e vou te convidar para sair direto assim sem ponto nem vírgula só para ficar dois dias com o coração na boca feito um pateta adolescente esperando o dia em que você vai entrar pela porta de um bar qualquer e me dizer um oi todo delicado daquela delicadeza que só você sabe ter para me deixar com o coração ainda mais na boca e me fazer corar até tomar um dois três copos de cerveja e ganhar coragem de dizer que faz anos que espero para ver você entrar por essa porta de bar com esse oi delicado e esse rosto delicado e esse jeito delicado e esse par de olhos com uma cor que não ouso definir nem agora nem quando os vi pela primeira vez naquele tempo em que torcia desesperadamente para que eles desviassem e encontrassem meus olhos vulgares que olhavam seus olhos e aí eu largaria um sorriso de canto que você veria e interprataria como um sinal de que meus olhos vulgares queriam seus olhos para nos olharmos feito ciclopes naquele dia e depois e mais depois com o coração na boca sempre acelerado sem ponto nem vírgula&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-7764258143569709177?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/7764258143569709177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=7764258143569709177' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7764258143569709177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7764258143569709177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/11/blog-post.html' title=';'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-2683654438529526674</id><published>2008-11-13T14:01:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T14:13:07.532-08:00</updated><title type='text'>Outdoor</title><content type='html'>O que eu acho mais bonito no Aleph é o comecinho, aquele momento da conclusão de Borges, o personagem, de que a vida segue apesar da morte de Beatriz. Ele utiliza a troca em um outdoor para representar o desinteresse do mundo pela dor particular dele. Diz assim: 'Na candente manhã de fevereiro em que Beatriz Viterbo morreu, depois de uma imperiosa agonia que não cedeu um só instante nem ao sentimentalismo nem ao medo, observei que os painéis de ferro da praça Constitución tinham renovado não sei que anúncio de cigarros; o fato me desgostou, pois compreendi que o incessante e vasto universo já se afastava dela e que essa mudança era a primeira de uma série infinita'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O duro, Borges, é pensar que meu outdoor segue lá, impassível, à espera de uma piadinha repetitiva. E assim será, Borges, até o dia em que nos tornarmos indiferentes um ao outro, ambos mera paisagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-2683654438529526674?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/2683654438529526674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=2683654438529526674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/2683654438529526674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/2683654438529526674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/11/outdoor.html' title='Outdoor'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-7244703597495589085</id><published>2008-11-10T13:24:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T13:36:39.441-08:00</updated><title type='text'>Como tornar a Feira do Livro suportável</title><content type='html'>Talvez eu esteja ficando ranzinza, talvez o mundo esteja passando por um processo de aceleração da idiotização, talvez as duas coisas. O negócio é que a Feira do Livro, antes um prazer, tem virado um suplício. Algumas pequenas regras melhorariam a situação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Absolutamente proibida a entrada de pessoas entre 12 e 16 anos, exceto se forem mudas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Na entrada, um pequeno teste de conhecimento literário. Nada muito puxado, não. Sei lá, citar dois livros do Machado, uma personagem de "O tempo e o vento" e uma breve referência ao último livro que leu. Se errar, não entra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Mochilas abolidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Setor de auto-ajuda concentrado lá para perto do Guaíba. Dentro dele, de preferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em "Homenagem ao malandro", o Chico, que sabe tudo, diz que foi à Lapa e perdeu a viagem, porque aquela tal malandragem não existe mais. Dá para fazer um paralelo com a Feira. Por ali, aquela tal paixão por palavrinhas concatenadas praticamente não existe mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-7244703597495589085?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/7244703597495589085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=7244703597495589085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7244703597495589085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7244703597495589085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/11/como-tornar-feira-do-livro-suportvel.html' title='Como tornar a Feira do Livro suportável'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-3881032820050702642</id><published>2008-09-23T14:53:00.000-07:00</published><updated>2008-09-23T15:11:11.813-07:00</updated><title type='text'>O pior cego é o que não toca sanfona</title><content type='html'>O Saramago anda faceiro da vida com a adaptação do Meirelles pro "Ensaio sobre a cegueira". E justifica-se. Eu não li o livro, mas dá pra ver o Saramago no filme. Dá pra ver a falta de perspectiva, a cutucada alegórica, a sutilidade ao recriar a realidade sem mexer no âmago dela. E dá pra ver o Kafka e o Cortázar. O primeiro porque efetivamente deve ter relação com a obra do portuga. E o segundo porque, enfim, eu o vejo em tudo. O negócio é que a evolução da burocracia até o nível do absurdo é coisa do Kafka. E o enredo lembra muito o "Auto-Estrada Sul", primeiro conto do "Todos os fogos o fogo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem efetivamente resume toda a questão é aquele cartaz no Natalício: 'O pior cego é aquele que não toca sanfona'&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-3881032820050702642?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/3881032820050702642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=3881032820050702642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3881032820050702642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/3881032820050702642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/09/o-pior-cego-o-que-no-toca-sanfona.html' title='O pior cego é o que não toca sanfona'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-2670882746150933655</id><published>2008-07-04T19:53:00.000-07:00</published><updated>2008-07-04T20:00:50.619-07:00</updated><title type='text'>Boa tarde</title><content type='html'>Certo tá o Carlos Corrêa, do Correio do Povo. O mais genial hoje em dia no jornalismo esportivo é o "boa tarde" das coletivas. Alguns exemplos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Celso, o fato de você não ter nenhum título expressivo na carreira faz de você um treinador perdedor? Boa tarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Renan, você teme por sua integridade física ao circular pelas ruas depois de entregar um Gre-Nal? Boa tarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Abel, é verdade que seu apelido no Barranco é homem-aranha, porque você escala as paredes ao sair de lá de madrugada? Boa tarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por aí vai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-2670882746150933655?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/2670882746150933655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=2670882746150933655' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/2670882746150933655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/2670882746150933655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/07/boa-tarde.html' title='Boa tarde'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-4375143065172959508</id><published>2008-07-04T19:44:00.000-07:00</published><updated>2008-07-04T19:52:31.020-07:00</updated><title type='text'>A delicadeza no árido</title><content type='html'>O fato de "O banheiro do papa" ser todo bonito, com aquele cheiro de latinidade, com aquelas imagens lindas do Pampa, com aquelas atuações comoventes, tudo isso é coisa pouca. O genial mesmo é mostrar a delicadeza como polpa da secura. Ou a secura como recheio da delicadeza, tanto faz. Mostrar as duas coisas, abraçadas, irmãs siamesas, é para poucas obras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-4375143065172959508?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/4375143065172959508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=4375143065172959508' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4375143065172959508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4375143065172959508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/07/delicadeza-no-rido.html' title='A delicadeza no árido'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-1506576493807398653</id><published>2008-06-01T09:56:00.000-07:00</published><updated>2008-06-01T10:10:49.603-07:00</updated><title type='text'>Nada é tão ruim que não possa ficar pior</title><content type='html'>Eu penso assim ó: todo tipo de inovação em arte é louvável. Mesmo. Mas, paciência, pode dar errado. Fui ver essa montagem bem legal do Édipo que tá em cartaz no São Pedro. Tudo muito bacana, tudo nos conformes, atuações certinhas. Bela peça, enfim. Mas fica uma ressalva, um detalhezinho que até agora tento entender: o que cargas d'água fazem aquelas músicas dos Stones no meio da apresentação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, tudo bem. Sejamos pacientes. Boa parte das músicas das bichas véias realmente casa bem com um teatro. Bela sacada. Mas, por Cristo, não com Édipo! Na boa, não rolou. Cena e música só se encaixam uma vez nas duas horas e meia de peça - quando começa a narração do Édipo-Rei, o esquema de Tebas arruinada, da peste. De fundo, Sympathy for the devil. Ficou legal ali. Mas só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra ter uma idéia, o momento epifânico da apresentação, quando o Édipo se dá conta de que é o mais fodido dos homens, naquele auge da dramaticidade, toca Ruby Tuesday. Pó pará, pó pará. Será que um verso como "yesterday don't matter if it's gone' combina com o Édipo, cujo destino é exatamente sofrer pelo passado? Ah, sai pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida do Édipo pode ser resumida naquele lema tão usado pela redação do O Sul: 'Nada é tão ruim que não possa ficar pior'. Pois bem. Para nosso querido rei, é coisa pouca ser a causa do caos em Tebas, ter matado o próprio pai, chinchar toda noite com a mãe e ter filhos que, ao mesmo tempo, são seus irmãos. Se ele soubesse que um dia sua história seria contada sem cabimento algum ao som de Stones, aí, sim, ele teria razão para se ajoelhar e gritar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Horror, horror, horror! Sou a mais infeliz das criaturas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Tenho uma tese de que Édipo é o precursor da auto-ajuda, mas isso fica pra outra hora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-1506576493807398653?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/1506576493807398653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=1506576493807398653' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/1506576493807398653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/1506576493807398653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/06/nada-to-ruim-que-no-possa-ficar-pior.html' title='Nada é tão ruim que não possa ficar pior'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-5721211347609137869</id><published>2008-05-26T11:04:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T11:18:06.778-07:00</updated><title type='text'>A magia do futebol</title><content type='html'>A melhor crítica do Roger Ebert em "A magia do cinema" é a do E.T.. Tá, é uma das três que eu li, mas duvido que haja uma melhor. Ele diz, em suma (suma suspeita, mas vai, acredita em mim), que pegou os dois netos dele, ambos super agitados, e colocou-os diante da tevê para ver o filme. A duplinha mal piscou durante as quase duas horas seguintes. Aí vem a conclusão genial do crítico. Ebert comenta que o episódio rendeu duas observações a ele: primeiro, que E.T. era mesmo um filme brilhante; segundo, que os netos dele já eram grandes críticos de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bonito, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses, levei meu sobrinho de dez anos a um jogo de futebol pela primeira vez. Ele não entende bulhufas de futebol. Mas, com a inteligência que só as crianças têm, captou a síntese do futebol rapidinho: sua irracionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que o time adversário atacava, ele colocava a cabeça entre os joelhos e dizia baixinho: 'Não, não, não, não, não!'. Foi a forma que ele encontrou de afastar os perigos de sofrer um gol. E só quem gosta mesmo de futebol sabe quão eficazes são essas estratégias. Eu fazia o mesmo quando tinha a idade dele. E foram necessários uns bons anos para que a magia fosse desfeita. Sempre dava certo. Eu era, com os meus "nãos" baixinhos, o melhor zagueiro do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os netos de Ebert, quando viram E.T., não entendiam da técnica do cinema, mas captaram a síntese da arte. Meu sobrinho, ao assistir a um jogo no estádio pela primeira vez, não tinha a menor capacidade de detalhar o sistema tático das duas equipes, mas soube assimilar com perfeição a mágica de tudo aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se os netos do Ebert tornaram-se críticos de cinema, mas meu sobrinho já deu o primeiro passo para ser um grande cronista esportivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-5721211347609137869?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/5721211347609137869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=5721211347609137869' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/5721211347609137869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/5721211347609137869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/05/magia-do-futebol.html' title='A magia do futebol'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-7953600162401698176</id><published>2008-05-18T17:06:00.000-07:00</published><updated>2008-05-18T17:08:10.797-07:00</updated><title type='text'>Coloca na minha lápide!</title><content type='html'>"Se teu governo fosse bom, Lula, teria um monte de latinha no lixo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frase de um catador de latinhas falando sozinho no Brique da Redenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brilhante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-7953600162401698176?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/7953600162401698176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=7953600162401698176' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7953600162401698176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/7953600162401698176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/05/coloca-na-minha-lpide.html' title='Coloca na minha lápide!'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-4223916268385957604</id><published>2008-05-10T12:50:00.000-07:00</published><updated>2008-05-10T12:53:27.160-07:00</updated><title type='text'>Visão de mercado</title><content type='html'>Que grande chance perdeu a Playboy. Pô, que grande chance. Era uma oportunidade de ouro para vender rios de revistas ao juntar a mãe e a madrasta da Isabella em um ensaio sensual. Não darei sugestões de cenário, porque meu nível de maldade é limitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do de meu querido amigo Bulcão, que criou os seguintes versos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Isabella, Isabella&lt;br /&gt;Voou pela janela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Detalhe: criou os versos e os apresentou para a mãe dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-4223916268385957604?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/4223916268385957604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=4223916268385957604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4223916268385957604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4223916268385957604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/05/viso-de-mercado.html' title='Visão de mercado'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-2997260656477549325</id><published>2008-05-05T18:42:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T18:56:40.289-07:00</updated><title type='text'>Nosso cubano em Porto Alegre</title><content type='html'>Gosto do Pedro Juan Gutiérrez desde o dia em que ele pisou em Porto Alegre, há uns quatro anos, para participar de uma Feira do Livro. A turma intelectualóide de nosso querido Portinho levou o cubano para o Santander, para a Casa de Cultura, para tomar café no Margs. Aí, depois de umas boas horas de torração, ele chegou para a pessoa que lhe pareceu mais confiável e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quero ver as putas e os drogados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que tem a ver com a obra dele, em suma. Da "Trilogia suja de Havana", li coisas soltas na Internet. Na hora, me lembrou o João Ubaldo, mas deve ser delírio meu. Aí dia desses, depois de comer um xis galinha na lanchera, vi o exemplar de "Nosso GG em Havana" na vitrine da Londres (ou London? Jamais vou decorar). Comprei e li numa sentada. É divertidíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GG é Graham Greene, que escreveu "Nosso homem em Havana", uma dessas historietas detetivescas que a mim não convencem, mas servem para matar um tempo que não deveria morrer. O Gutiérrez faz uma grande sacanagem com o gringo, montando uma história naqueles moldes (com intrigas internacionais e uma marginalidade mal desenhada), mas naturalmente piadista. É, dizem, o único livro dele permitido em Cuba. Talvez seja também o mais despretensioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mario Vargas Llosa, em "A verdade das mentiras", diz que o Graham Greene não escreveu uma obra-prima porque não teve na literatura a mesma coragem que teve na vida - mesmo com os apelos cristãos dele, foi um aventureiro. O Gutiérrez tem essa coragem, mas talvez falte qualidade nos dedos dele para chegar tão longe. E também falta pedigree. Coisa de latino-americano. Curiosamente, vale o mesmo pro próprio Vargas Llosa, que escreveu uma penca de livros bons, mas nenhum genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E meu texto ficou sem pé nem cabeça. Azar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-2997260656477549325?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/2997260656477549325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=2997260656477549325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/2997260656477549325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/2997260656477549325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/05/nosso-cubano-em-porto-alegre.html' title='Nosso cubano em Porto Alegre'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-4791819612088620368</id><published>2008-04-27T18:41:00.000-07:00</published><updated>2008-04-27T18:47:40.181-07:00</updated><title type='text'>Borges e chineses vegetarianos</title><content type='html'>No prólogo do Aleph, o Borges diz que um bom texto fantástico precisa manerar na quantidade de elementos absurdos, sob pena de deixar de ser verossímil. E é aquilo: os textos fantásticos, mais do que os realistas, sobrevivem na verossimilhança, ou caem no ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: tudo bem ter uma personagem invisível, tudo bem ter uma personagem imortal, mas sem essa de ter uma personagem invisível e imortal ao mesmo tempo. O leitor não vai curtir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí aqui na Ramiro, do ladinho de casa, tem um negócio que me intriga e me faz pensar no Borges. Caminhando no sentido Fabico-Osvaldo, passando o Clínicas, tem uma restaurante chinês vegetariano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou invisível, ou imortal, chapa. Ou chinês, ou vegetariano. Um restaurante não pode ter duas especificações. Essa redução quase microscópica funciona pra sociedades secretas (sei lá, canhotos que torcem pro Juventude), mas não prum lugar que precisa se sustentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coincidência ou não, jamais vi um ser vivo entrar lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-4791819612088620368?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/4791819612088620368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=4791819612088620368' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4791819612088620368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/4791819612088620368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/04/borges-e-chineses-vegetarianos.html' title='Borges e chineses vegetarianos'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515154962749925552.post-8309332632808431749</id><published>2008-04-27T18:34:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T18:57:53.938-07:00</updated><title type='text'>Mais uma tentativa</title><content type='html'>Eu não deveria assassinar meus blogs. Porque volteemeia dá aquela vontade de escrever algo que fuja à rotina - ou seja, que fuja do futebol. Meu primeiro blog durou uns dois anos. Era uma merda. O segundo foi uma boa idéia, tinha foco até, mas durou umas duas semanas. O terceiro, propositadamente esquizofrênico, nasceu para morrer. Durou uns dois meses, talvez um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto vem com um aprimoramento em sua essência: o egocentrismo. Sim, carrega meu nome. Como estou longe de ter tendências suicidas, talvez a nova tentativa tenha vida longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem que seja por preguiça de criar um quinto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515154962749925552-8309332632808431749?l=alliatti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alliatti.blogspot.com/feeds/8309332632808431749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515154962749925552&amp;postID=8309332632808431749' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/8309332632808431749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515154962749925552/posts/default/8309332632808431749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alliatti.blogspot.com/2008/04/mais-uma-tentativa.html' title='Mais uma tentativa'/><author><name>Alexandre Alliatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09107351325453019282</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
